Doença de Kienböck exige tratamento precoce

Patologia na mão acomete trabalhadores da indústria devido ao esforço repetitivo

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· 1 min de leitura
Dr. Antônio Severo é médico ortopedista especialista em Mão e MicrocirurgiaDr. Antônio Severo é médico ortopedista especialista em Mão e Microcirurgia
Dr. Antônio Severo é médico ortopedista especialista em Mão e Microcirurgia

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A Doença de Kienböck atinge a mão e a evolução desta condição deixa o punho bastante doloroso e rígido, podendo levar a imobilidade do local. De acordo com o ortopedista especialista em Mão e Microcirurgia da Clínica IOT, Dr. Antônio Severo, a doença atinge principalmente homens e trabalhadores industriais, devido à intensidade e frequência do esforço repetitivo, mas também existem causas relacionadas à anatomia do punho. “O grande problema é que muitas vezes pegamos o paciente para tratar no grau mais grave da doença e, nestes casos, só é possível uma cirurgia de salvamento, que irá deixar o punho rígido, ou a prótese. A prótese, infelizmente, não é fornecida pelo SUS”, explica o especialista. Caso seja tratada precocemente, o paciente com Kienböck terá total recuperação do membro afetado. “Por isso frisamos a importância da prevenção e da procura rápida do médico para tratamento precoce. Quanto mais rápido for tratado, mais rápida é a recuperação e mais eficaz é o tratamento”, explica.

Os sintomas
Entre os principais sintomas do Kienböck estão a dor no dorso do punho e, quando a doença evolui, a rigidez e a perda de mobilidade que o paciente percebe no local. O tratamento para a patologia é necessariamente cirúrgico, não existe efetividade em tratamento conservador. “A escolha cirúrgica depende do caso e da gravidade, pode-se optar por osteotomia ou enxerto ósseo vascularizado, a cirurgia é aberta. A recuperação, que inclui fisioterapia, pode levar de 5 a 12 semanas, dependendo da gravidade”, esclarece Severo. Na clínica são atendidos, pelo grupo de médicos ortopedistas especialistas em mão, aproximadamente 15 casos por ano. “A evolução da doença depende muito da intensidade e a quantidade de esforço repetitivo que o paciente realiza. Por isso frisamos também a importância das avaliações contínuas realizadas por médicos do trabalho nas indústrias, nestes casos eles nos encaminham o paciente para tratamento rapidamente”, frisa. Para o diagnóstico da doença geralmente é utilizado o exame de ressonância magnética.

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