Exame de fezes imunoquímico pode ser mais preciso

Medicina & Saúde - Coluna semanal do Centro de Tratamento Onco-hemtológica

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O câncer colorretal (CCR), um dos cânceres mais freqüentes em adultos, é uma doença potencialmente curável se diagnosticada em estágios iniciais. Os testes de triagem, com a finalidade de detectar pequenos sangramentos provenientes de pólipos (lesões pré-cancerígenas), e tumores do cólon, reduzem a incidência do câncer colorretal. Atualmente, a Sociedade Americana do Câncer recomenda a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes como estratégia de triagem para detecção de pólipos e CCR em indivíduos saudáveis a partir dos 50 anos de idade.

A pesquisa de sangue oculto fecal pode ser realizada por dois testes distintos:

- Teste do Guáiaco: é um indicador da presença de substâncias com atividade de peroxidase, como o grupo heme da hemoglobina. A probabilidade de que um teste baseado no Guáiaco seja positivo é proporcional à quantidade de heme fecal, que, por sua vez, está relacionada ao tamanho e à localização da lesão hemorrágica. A eficiência deste teste varia de acordo com a ingestão de certos alimentos ou medicamentos.

- Teste Imunoquímico: Utiliza anticorpos monoclonais direcionados contra a hemoglobina humana. Este teste apresenta algumas vantagens quando comparado com o teste baseado no Guáiaco, pois é específico para a hemoglobina humana, o que torna desnecessário a restrição ao uso de alguns medicamentos e a recomendação de dieta restritiva prévia à coleta;

 

Independentemente do teste utilizado, a ACS preconiza a pesquisa de sangue oculto fecal em três amostras de fezes em dias consecutivos e a realização de método confirmatório (colonoscopia) para todo paciente com pelo menos uma amostra positiva.

O exame de fezes imunoquímico (do inglês, Fecal Immunochemical Testing ou FIT) detecta a maioria dos tumores colorretais, mas apenas uma minoria de adenomas avançados.

Os exames de imunoquímica fecal podem ser mais precisos do que o teste de sangue oculto nas fezes baseado em Guáiaco (Teste de Guáiaco) para rastreamento do câncer colorretal. Neste estudo holandês, publicado recentemente no The Journal WATCH, 1.256 pacientes de médio risco para este tipo de tumor tiveram uma amostra simples de fezes submetida ao exame imunoquímico (FIT) pouco antes de passar por uma colonoscopia.

A colonoscopia identificou oito pacientes (0,6%) com câncer colorretal e 113 (9%) com adenomas avançados. Para o carcinoma colorretal, a sensibilidade foi de 88% (ou seja, o FIT foi positivo em 7 de 8 pacientes com câncer). Cinco dos sete exames de FIT positivos mostraram tumores localizados (diagnóstico mais precoce). 

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