Expectativa de vida da população avança e qualidade segue caminho oposto

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Com o avanço da medicina, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou ao longo dos anos. Entretanto, nem sempre esse envelhecimento vem acompanhado de boa saúde e qualidade de vida. Hoje, os idosos vivem mais e, como consequência, chegam à fase da dependência, necessitando de mais cuidados e atenção. Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, que avaliou duas gerações de idosos nos anos 2000 e 2010, mostra que a expectativa e a qualidade de vida dos brasileiros estão seguindo caminhos opostos.
O critério de comparação foi o percentual de pessoas incapazes, ou seja, que não têm condições de fazer tarefas mínimas, por causa de doenças crônicas, como hipertensão, problemas no coração e pulmão, diabetes e doenças nas articulações. Em dez anos, a expectativa média de vida de homens e mulheres aumentou. E o número de incapazes entre 60 e 64 anos também subiu, passando de 27% para 32%. Entre os idosos de 70 e 74 anos, foi ainda maior, de quase 30% para 40%.

O avanço do envelhecimento da população exige uma adequação do sistema de saúde para receber estes idosos. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, em 2014, mostrou que 6,8% dos idosos apresentavam limitações para realizar atividades cotidianas em casa, como comer e se vestir. Além disso, 17,3% encontravam obstáculos para a realização de atividades corriqueiras, como fazer compras e tomar medicamentos.

Com o objetivo de verificar os graus de autonomia e independência e a inserção social, a pesquisa verificou a participação das pessoas de 60 anos ou mais de idade em atividades sociais organizadas, como clubes, grupos comunitários ou religiosos, centros de convivência do idoso, entre outras. Em 2013, 24,4% das pessoas de 60 anos ou mais de idade relataram participar de atividades sociais organizadas, sendo a Região Nordeste a que registrou a menor proporção desse indicador (21,0%). Considerando a situação do domicílio, a proporção na área urbana foi 25,3% e na área rural, 19,2%. As mulheres apresentaram mais costume de participar dessas atividades do que os homens: 28,1% e 19,8%, respectivamente. Menores percentuais foram encontrados para as pessoas de 75 anos ou mais de idade (19,3%) e as pessoas sem instrução (18,1%).

Do total de indivíduos de 60 anos ou mais de idade, estimada em 13,2% da população brasileira, 28,7% foi diagnosticada com catarata, com maiores proporções para o Centro-Oeste (33,7) e Nordeste (31,9). No Sul foram 21,8%. Do total de diagnosticados no Brasil, 72,7% tiveram indicação de cirurgia e a realizaram, 47,6% usaram o SUS, e 37,9% foram cobertas por plano de saúde. 27,7% das pessoas de 60 anos ou mais de idade, que tiveram indicação de cirurgia de catarata não realizaram a cirurgia.

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