Tratando a ejaculação precoce

As causas vão da sensibilidade à ansiedade

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Chegar antes da hora pode se transformar numa situação muito constrangedora para os homens. Mas a vergonha e os tabus que ainda envolvem o tema, não permitem esclarecer e buscar soluções para a ejaculação precoce. O auxílio médico é fundamental, pois existem causas diferentes que determinam tratamentos distintos. O Dr. Mário Franciosi, médico urologista do Hospital da Cidade, explica que a ejaculação precoce é aquela que ocorre com uma estimulação sexual mínima, de forma persistente e recorrente, antes, durante ou logo após a penetração vaginal. O diagnóstico ocorre com um mínimo estímulo, ausência de autocontrole e gera uma fonte de insatisfação e sofrimento para o homem, sua parceira ou ambos.

 

Fatores biológicos e psicogênicos
As principais causas são classificadas em fatores biológicos e psicogênicos.
Como fatores biológicos podemos citar a hipersensibilidade peniana, reflexo ejaculatório exacerbado, alterações hormonais e uma pré-disposição genética.


Como fatores psicogênicos estão as experiências sexuais precoces, ansiedade, depressão, frequência sexual, impulsividade e narcisismo. O diagnóstico normalmente é estabelecido durante a entrevista médica e exame físico realizado pelo urologista. Entendendo melhor a ejaculação precoce, poderemos melhorar a qualidade de vida dos casais afetados e assim devolver uma vida sexual ativa e prazerosa para ambos. 

 

De 25 a 30%
A prevalência mundial é estimada entre 25 a 30% dos homens e os afeta em todas as idades igualmente. Pode também estar associada a outras disfunções sexuais (disfunção erétil). No Brasil, os estudos de Carmita Abdo estabelecem uma estimativa de 25.8% na população masculina. Podemos classificar a ejaculação precoce em primária (70% dos casos) quando ocorre desde o início da vida sexual e secundária (ao redor de 30%) que apareceria após um período de atividade sexual normal. 

 

Tratamento individualizado
Com relação ao tratamento é importante ressaltar que deverá ser individualizado e direcionado à história clínica do paciente. A primeira opção terapêutica tem sido comportamental. Existem técnicas para mudar o comportamento como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Exercícios masturbatórios e prescrição de cremes, anestésicos locais e preservativos também poderão ser utilizados neste processo. Podemos prescrever medicações antidepressivas. Os mais indicados são os inibidores da recaptação da serotonina como a Paroxetina, Sertralina e Fluoxetina. A maioria dos pacientes responde bem a essas substâncias. É importante ressaltar que as medicações empregadas para disfunção erétil, como Viagra, Cialis e similares não tem o efeito desejado sobre a ejaculação precoce. Nos pacientes que apresentam simultaneamente disfunção erétil e ejaculação precoce poderíamos usá-las com melhores resultados.

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