Números apontam para desaceleração da pandemia em Passo Fundo

Dado relativo aos óbitos permanece estável desde agosto. Município já contabiliza 150 mortes

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· 2 min de leitura
O coronavírus chegou na cidade há quase seis meses (Foto: Arquivo/ON)O coronavírus chegou na cidade há quase seis meses (Foto: Arquivo/ON)
O coronavírus chegou na cidade há quase seis meses (Foto: Arquivo/ON)

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O começo de setembro aponta para uma desaceleração da pandemia do novo coronavírus na cidade. Foram 901 casos no mês até a quinta-feira (17) frente a mais de 1,2 mil casos no mesmo período de agosto, de acordo com os números divulgados diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde. Os casos ativos também diminuíram. Na segunda-feira (14) eles chegaram a 320, número mais baixo desde 04 de agosto e distante do recorde de 513 ativos em 16 de agosto. Além disso, a cidade passou de 571 novos casos entre 23 a 29/08 para 378 novos casos na semana de 06/09 a 12/09, de acordo com a secretária de saúde, Carla Beatrice Gonçalves.

A imunidade da parcela da população que já teve contato com o vírus é apontada pela secretária como uma das causas para a queda. Ela atribui ainda, o acesso aos atendimentos no CAIS Petrópolis, identificação e isolamento dos novos casos e “manutenção de medidas de distanciamento social, hábitos de higienização, uso de máscaras e fiscalização”.

Até a quarta-feira (16), a cidade havia realizado 27.115 testes, que continuam sendo ampliados. “Por duas iniciativas, uma municipal e outra envolvendo o Município, Estado e União”, explicou Carla. Os testes rápidos são adquiridos pelo município. “Dessa forma, todas as pessoas que apresentam sintomas gripais e buscam atendimento após o 7º dia, realizam o teste após o 10º dia de sintomas, conforme definido pelas notas técnicas do estado e Ministério da Saúde” explicou. O programa Testar RS possibilita a coleta de RT-PCR de todas as pessoas que apresentem sintomas, “desde que dentro do período de tempo viável de se identificar a presença do vírus nas vias aéreas, que é do 3º ao 5º dia após o início dos sintomas (no máximo até o 7º dia)”, de acordo com Carla.

Óbitos 

Enquanto o número de novos casos caiu, o número de mortes provocadas pela Covid-19 se mantém estável. Foram 21 mortes entre 1º e 17 de agosto, mesmo número registrado até o momento em setembro pela Secretaria Municipal. “Os óbitos desse momento se devem aos casos identificados e que necessitaram de internação hospitalar há no mínimo duas semanas anteriores, em especial porque os pacientes precisam de longos períodos de internação”, explicou a secretária. A internação dura em média 20 dias, mas pode ser maior em casos graves, de acordo com Carla. 

Dados apresentados pela Secretária mostram uma queda das mortes semana após semana no município. “A redução dos óbitos acompanha a redução de novas internações hospitalares e novos casos”, destacou Carla. 

  • 16 a 22/08 - 15 óbitos
  • 23 a 29/08 - 10 óbitos
  • 30/08 a 05/09 - 9 óbitos
  • 06 a 12/09 - 8 óbitos


As hospitalizações também caíram em Passo Fundo. Na quarta-feira (16) a cidade chegou ao número mais baixo de desde 07 de agosto, com 97 pacientes Covid-19 em hospitais da cidade. O número passou seis dias consecutivos em queda, até a quarta-feira (16). No entanto, voltou a crescer ontem (17) com mais seis hospitalizados, chegando a 103.

Curva

Questionada se a cidade passou pelo pico da curva, a Carla destaca a redução dos casos e a diminuição da busca por atendimentos no CAIS Petrópolis. Os atendimentos no local passaram de 765 atendimentos na semana de 23 a 29/08 para 508 na semana de 06/09 a 12/09. No entanto, a secretária não confirmou se a cidade passou pelo pico ou se existe a possibilidade de uma nova onda. “Precisamos continuar vigilantes e manter as medidas de distanciamento social, hábitos de higienização, uso de máscaras e fiscalização”, finalizou Carla. 

Evolução dos casos ativos e hospitalizações (Infografia: Bruna Scheifler/ON)

Divergências

Os dados mudam conforme a Secretaria Estadual e Municipal de Saúde. Isso ocorre desde o início da pandemia, mas a diferença relacionada ao número de mortes se intensificou na última semana. “As diferenças se devem aos horários de divulgação dos dados, pois os dados que o estado divulga são todos fornecidos pelo município”, explicou Carla.

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