No discurso que fez há pouco no plenário da Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff disse que sua "luta mais obstinada será a erradicação da pobreza extrema e a concessão de oportunidades para todos". Ao final pediu a Deus para que faça um bom governo e pela Paz Mundial.
- Eu não vou descansar enquanto houver brasileiro sem alimento na mesa, famílias ao desalento e crianças abandonadas à própria sorte - disse. Mais adiante, ela acrescentou que tão prioritários quanto o objetivo de acabar com a miséria serão os investimentos em educação, saúde e segurança.
Dilma disse que trabalhará para garantir que continue melhorando a vida daqueles que saíram recentemente da miséria. "Podemos ser de fato uma das nações mais desenvolvida e menos desigualdade", afirmou. De acordo com ela, é possível ter uma classe média consolidada.
No seu primeiro discurso como presidente diante dos parlamentares, Dilma pediu o apoio das instituições e da sociedade para atingir os objetivos do seu governo. Ela declarou ser necessário fazer avançar "a jovem democracia brasileira" com a transparência da atividade política.
Também falou sobre uso intensivo da tecnologia da informação, valorização do parque industrial brasileiro e o fortalecimento das exportações, além de internacionalização das empresas nacionais. Às pequenas empresas, Dilma deu um recado: por serem responsáveis pela maior parcela dos empregos, merecerão políticas tributárias voltadas ao seu desenvolvimento.
Outros temas abordado por ela em sua estreia foram a necessidade de integrar ações dos governos federal, estaduais e municipais, principalmente na saúde.
Na área econômica, ela prometeu que a inflação, denominada por ela como "uma praga", não voltará ao Brasil, principalmente porque acaba com o salário dos mais pobres. Dilma reconheceu que precisará melhorar os serviços públicos básicos e de previdência social, cuja universalização - que gera um alto custo - é uma opção da sociedade brasileira.


