Professora desenvolve tese sobre alunos do ProUni na UPF

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A professora do curso de Psicologia da Universidade de Passo Fundo (UPF) Maria Aparecida Tagliari Estacia se interessou por pesquisar a trajetória pessoal até a universidade, o processo de entrada, a integração à vida acadêmica e a perspectiva de vida dos universitários do Programa Universidade para Todos (ProUni). Dessa forma, desenvolveu a tese de doutorado em educação pela UFRGS “Alunos ProUni UPF: trajetórias, perspectivas/sentimentos e aproveitamento acadêmico”.

A banca examinadora contou com as professoras Dra. Arabela Campos Oliven (UFRGS - orientadora), Dra. Elisabeth Krahe (UFRGS), Dra. Maria Helena Menna Barreto Abrahão (PUC-RS) e Dra. Solange Maria Longhi (UPF). O tema focalizado na tese refere-se às ações afirmativas, políticas de inclusão social especiais e temporárias. Entre estas políticas destaca-se o ProUni, criado em 2005, que tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida, a isenção de alguns impostos e contribuições no período de vigência.
Foram estudados os alunos bolsistas do ProUni UPF que entraram no ano de 2005 pelo programa. Ao todo foram entrevistados 14 alunos bolsistas do programa (alguns cursos mais procurados: Medicina e Agronomia e alguns menos procurados: Filosofia e Geografia) e quatro não bolsistas (dois da Medicina e dois da Filosofia), que constituíram um grupo para contraponto.

Segundo Maria Aparecida, as políticas que envolvem o ProUni e seus resultados se constituem em discussões contemporâneas no mundo acadêmico e no dia-a-dia das questões educacionais. Também a contribuição que a pesquisa pode oferecer para a redução de problemas associados às questões educacionais foi amadurecida pelas reflexões realizadas durante todo o processo. “Outro fator de enriquecimento foi ir à prática, falar com os alunos sobre a temática, ouvi-los, sentir as suas realidades, perceber os seus sentimentos, as suas angústias e despertar para a necessidade de dar respostas aos paradoxos com que eles se defrontam”, frisou. De acordo com ela, uma das formas para recuperar o atraso na educação e garantir a inclusão dos mais desfavorecidos economicamente é investir nos jovens e tornar a escola e a universidade acessíveis a todos. “Isso é uma forma de dar oportunidades e possibilitar que todos tenham os mesmo direitos”, afirmou.

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