Cinco meses de contêineres

Os coletores implantados em novembro do ano passado estão gradativamente mudando os hábitos em relação a separação correta dos resíduos. Atualmente, o município abrange 700 contêineres na área central

Por
· 5 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

 

Cinco meses de contêineres
Os coletores implantados em novembro do ano passado estão gradativamente mudando os hábitos em relação a separação correta dos resíduos. Atualmente, o município abrange 700 contêineres na área central
Natália Fávero/ON
No próximo dia 16 de abril, o sistema de contêineres completará cinco meses de implantação em Passo Fundo. São cerca de 340 conjuntos de contentores instalados nas principais ruas centrais. O equipamento azul é destinado para o lixo seco e o laranja para resíduos orgânicos. O centro da cidade produz 50% de todo o lixo. A separação correta ainda não é um hábito de todos, mas aos poucos, o poder público acredita que as pessoas mudarão o comportamento.  Estima-se que das 120 toneladas de lixo produzidas diariamente, cerca de 40% dos resíduos estão sendo reciclados.
A empresa Contemar Ambiental foi a contratada através de licitação para implantar o sistema no município. O gerente da empresa, Claudinei Costela avalia positivamente esses primeiros meses. Ele salientou o início da mudança de hábitos das pessoas. “Foi uma grande mudança. Antes o lixo era colocado na rua e tudo acabava misturado. Conseguimos implantar um sistema diferente e Foi um aprendizado para todos nós. Não atingimos o ideal, mas estamos caminhando para que isso aconteça”, salientou Costela.
Uma das atitudes que será colocada em prática nos próximos meses é uma campanha para enfatizar a importância de separar os resíduos dentro de casa. “Se as pessoas tiverem duas cestas de lixo em casa uma para o orgânico e uma para o seco ficará mais fácil na hora de colocar nos contêineres, facilitará a vida dos recicladores das associações e ajudará o meio ambiente”, disse o gerente da Contemar.
Benefícios
O secretário do Meio Ambiente, Clóvis Alves disse que o sistema superou as expectativas da administração. “Como era um sistema novo esperávamos mais resistência, mas a comunidade aderiu o projeto. Hoje a maior dificuldade é a ampliação dos contêineres”, disse Alves.
Os contêineres trouxeram alguns benefícios. O lixo fica protegido dentro dos equipamentos evitando que desenvolvam doenças, que sejam levados para as bocas de lobos e rios, que animais rasguem as sacolas e ainda melhoram o visual da cidade. Além disso, os garis têm menos contato com o lixo, já que, os coletores são acoplados no caminhão de coleta depositando os materiais diretamente no interior do veículo.
Sistema de contêineres
Os equipamentos instalados foram locados pelo município, através da realização de uma licitação. São pagos 11 centavos de Real por litro de resíduo armazenado, ou seja, cerca de R$ 60 mil mensais. Os coletores azuis têm capacidade para mil litros, pois o volume do material reciclável é maior que o orgânico. Já os de cor laranja comportam 700 litros. Com esse sistema são beneficiadas cinco cooperativas de catadores, que recebem o material reciclável recolhido: Associações dos bairros Bom Jesus, Cruzeiro, Santa Marta, Donária e a Recibela, que é a cooperativa que atua no aterro sanitário.
A limpeza
A limpeza é feita uma vez por mês em cada um dos equipamentos por um caminhão específico. O veículo com tecnologia italiana retira o contêiner do solo e o conduz ao interior, onde é realizada a lavagem, que utiliza detergentes biodegradáveis. A água suja que sobra do processo fica armazenada até o momento do descarte, que é realizado diretamente na estação de tratamento. Pode lavar contêineres de 140 até mil litros. O gerente da empresa salientou que a limpeza pode ser solicitada outras vezes pelos moradores que se sentirem prejudicados. O telefone para contato é (54) 3313-8626.

Natália Fávero/ON

No próximo dia 16 de abril, o sistema de contêineres completará cinco meses de implantação em Passo Fundo. São cerca de 340 conjuntos de contentores instalados nas principais ruas centrais. O equipamento azul é destinado para o lixo seco e o laranja para resíduos orgânicos. O centro da cidade produz 50% de todo o lixo. A separação correta ainda não é um hábito de todos, mas aos poucos, o poder público acredita que as pessoas mudarão o comportamento.  Estima-se que das 120 toneladas de lixo produzidas diariamente, cerca de 40% dos resíduos estão sendo reciclados.A empresa Contemar Ambiental foi a contratada através de licitação para implantar o sistema no município. O gerente da empresa, Claudinei Costela avalia positivamente esses primeiros meses. Ele salientou o início da mudança de hábitos das pessoas. “Foi uma grande mudança. Antes o lixo era colocado na rua e tudo acabava misturado. Conseguimos implantar um sistema diferente e Foi um aprendizado para todos nós. Não atingimos o ideal, mas estamos caminhando para que isso aconteça”, salientou Costela.Uma das atitudes que será colocada em prática nos próximos meses é uma campanha para enfatizar a importância de separar os resíduos dentro de casa. “Se as pessoas tiverem duas cestas de lixo em casa uma para o orgânico e uma para o seco ficará mais fácil na hora de colocar nos contêineres, facilitará a vida dos recicladores das associações e ajudará o meio ambiente”, disse o gerente da Contemar.

Benefícios

O secretário do Meio Ambiente, Clóvis Alves disse que o sistema superou as expectativas da administração. “Como era um sistema novo esperávamos mais resistência, mas a comunidade aderiu o projeto. Hoje a maior dificuldade é a ampliação dos contêineres”, disse Alves.Os contêineres trouxeram alguns benefícios. O lixo fica protegido dentro dos equipamentos evitando que desenvolvam doenças, que sejam levados para as bocas de lobos e rios, que animais rasguem as sacolas e ainda melhoram o visual da cidade. Além disso, os garis têm menos contato com o lixo, já que, os coletores são acoplados no caminhão de coleta depositando os materiais diretamente no interior do veículo.
Sistema de contêineresOs equipamentos instalados foram locados pelo município, através da realização de uma licitação. São pagos 11 centavos de Real por litro de resíduo armazenado, ou seja, cerca de R$ 60 mil mensais. Os coletores azuis têm capacidade para mil litros, pois o volume do material reciclável é maior que o orgânico. Já os de cor laranja comportam 700 litros. Com esse sistema são beneficiadas cinco cooperativas de catadores, que recebem o material reciclável recolhido: Associações dos bairros Bom Jesus, Cruzeiro, Santa Marta, Donária e a Recibela, que é a cooperativa que atua no aterro sanitário.

A limpeza

A limpeza é feita uma vez por mês em cada um dos equipamentos por um caminhão específico. O veículo com tecnologia italiana retira o contêiner do solo e o conduz ao interior, onde é realizada a lavagem, que utiliza detergentes biodegradáveis. A água suja que sobra do processo fica armazenada até o momento do descarte, que é realizado diretamente na estação de tratamento. Pode lavar contêineres de 140 até mil litros. O gerente da empresa salientou que a limpeza pode ser solicitada outras vezes pelos moradores que se sentirem prejudicados. O telefone para contato é (54) 3313-8626.

 

Gostou? Compartilhe