Fundada em 9 de junho de 1991, a Apas (Associação de Pais e Amigos dos Surdos) está prestes a completar 20 anos de existência. A associação foi criada com o intuito de ser um suporte para que surgisse uma escola de surdos, tendo em vista que os grupos de surdos na época não progrediam de maneira razoável nas escolas. O grupo é sustentado por projetos autônomos e apoio da prefeitura.
A Apas está situada nos fundos do prédio da antiga prefeitura, mas também atende a escolas da rede pública de Passo Fundo. Além do magistério do Eenav, há na escola Fagundes do Reis classes exclusivas de surdos da 1ª a 4ª série. Nas outras séries há alunos surdos integrados com ouvintes. Na escola Ernesto Tocchetto, a Apas está presente na educação de jovens e adultos e também conta com um projeto de aulas de libras para todas as crianças da 1ª a 3ª série, ouvintes ou não.
A associação conta com cerca e 150 associados que recebem algumas vantagens. O passe livre para o ônibus pode ser feito e renovado no local, e oficinas para os surdos e seus familiares são gratuitas. O único curso pago é o de libras para comunidade ouvinte em geral. Para o 2º semestre a meta é inaugurar um curso de libras pra crianças. Ao todo 78 surdos durante a semana circulam e participam das oficinas propostas pela Apas, que conta com três intérpretes e sete professores surdos.
Mercado de trabalho
Os participantes também recebem a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, sendo acompanhados sempre por intérpretes.
Um exemplo recente foi a criação em outubro de 2010 de uma oficina de serigrafia a partir de uma verba ganha do projeto da rede de parceria social. A empresa está localizada num espaço cedido pela Secretaria do Desenvolvimento, no Leonardo Ilha. Lá trabalham nove surdos que produzem as serigrafias. Todas as camisetas são relacionadas a libras. A associação só fez o projeto e o coordenou, o lucro é destinado para o grupo dos nove surdos da serigrafia.
Ana Luiza Vilas Boas é surda e presidente da associação, ela acha a Apas fundamental para a comunidade surda. “É um lugar de encontro, troca de informações, é muito importante. Eles (os surdos) ficam em casa e nervosos porque falta comunicação com a família, aí então na comunidade eles se sentem bem porque é próprio do surdo aqui”, fala. Numa mesma perspectiva a presidente da Apas, Salete de Souza, concorda com a importância do grupo. “É uma cultura diferente a do surdo, porque o que determina a cultura de um povo e a língua. E o surdo utiliza de outra língua pra se comunicar, libras, então é outra comunidade, eu não acredito que o surdo vai ser feliz sem participar de sua comunidade”, completa.
Educação
Quando a Apas surgiu não tinha nenhum surdo que tivesse terminado o ensino fundamental. Hoje já existem professores surdos no quadro. Esse é um dos grandes orgulhos de quem está na Associação desde o começo. Loreni Lucas é intérprete e trabalha com surdos há 23 anos. A intérprete destaca a questão do modelo que a própria criança surda tem a seguir. “A sociedade enxerga o surdo como uma pessoa deficiente, o que não é o caso. No caso a diferença dela é a questão linguística. O surdo é modelo para seu outro igual. A criança surda vendo o que ele pode conseguir, tendo um professor surdo a sua frente, é muito importante”, explica.
Fundada em 9 de junho de 1991, a Apas (Associação de Pais e Amigos dos Surdos) está prestes a completar 20 anos de existência. A associação foi criada com o intuito de ser um suporte para que surgisse uma escola de surdos, tendo em vista que os grupos de surdos na época não progrediam de maneira razoável nas escolas. O grupo é sustentado por projetos autônomos e apoio da prefeitura.A Apas está situada nos fundos do prédio da antiga prefeitura, mas também atende a escolas da rede pública de Passo Fundo. Além do magistério do Eenav, há na escola Fagundes do Reis classes exclusivas de surdos da 1ª a 4ª série. Nas outras séries há alunos surdos integrados com ouvintes. Na escola Ernesto Tocchetto, a Apas está presente na educação de jovens e adultos e também conta com um projeto de aulas de libras para todas as crianças da 1ª a 3ª série, ouvintes ou não.A associação conta com cerca e 150 associados que recebem algumas vantagens. O passe livre para o ônibus pode ser feito e renovado no local, e oficinas para os surdos e seus familiares são gratuitas. O único curso pago é o de libras para comunidade ouvinte em geral. Para o 2º semestre a meta é inaugurar um curso de libras pra crianças. Ao todo 78 surdos durante a semana circulam e participam das oficinas propostas pela Apas, que conta com três intérpretes e sete professores surdos.
Mercado de trabalhoOs participantes também recebem a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, sendo acompanhados sempre por intérpretes.Um exemplo recente foi a criação em outubro de 2010 de uma oficina de serigrafia a partir de uma verba ganha do projeto da rede de parceria social. A empresa está localizada num espaço cedido pela Secretaria do Desenvolvimento, no Leonardo Ilha. Lá trabalham nove surdos que produzem as serigrafias. Todas as camisetas são relacionadas a libras. A associação só fez o projeto e o coordenou, o lucro é destinado para o grupo dos nove surdos da serigrafia.Ana Luiza Vilas Boas é surda e presidente da associação, ela acha a Apas fundamental para a comunidade surda. “É um lugar de encontro, troca de informações, é muito importante. Eles (os surdos) ficam em casa e nervosos porque falta comunicação com a família, aí então na comunidade eles se sentem bem porque é próprio do surdo aqui”, fala. Numa mesma perspectiva a presidente da Apas, Salete de Souza, concorda com a importância do grupo. “É uma cultura diferente a do surdo, porque o que determina a cultura de um povo e a língua. E o surdo utiliza de outra língua pra se comunicar, libras, então é outra comunidade, eu não acredito que o surdo vai ser feliz sem participar de sua comunidade”, completa.
EducaçãoQuando a Apas surgiu não tinha nenhum surdo que tivesse terminado o ensino fundamental. Hoje já existem professores surdos no quadro. Esse é um dos grandes orgulhos de quem está na Associação desde o começo. Loreni Lucas é intérprete e trabalha com surdos há 23 anos. A intérprete destaca a questão do modelo que a própria criança surda tem a seguir. “A sociedade enxerga o surdo como uma pessoa deficiente, o que não é o caso. No caso a diferença dela é a questão linguística. O surdo é modelo para seu outro igual. A criança surda vendo o que ele pode conseguir, tendo um professor surdo a sua frente, é muito importante”, explica.