Bordado de filé, banho de cheiro de ervas, imagens de Padre Cícero e de Nossa Senhora de Nazaré, semente de Juarana e de Olho de Boi. A diversidade cultural brasileira traduzida na culinária, artesanato e religiosidade de quase todos estados do país está presente no IV Congresso Brasileiro de Cáritas Brasileira, que iniciou na quarta-feira e termina neste domingo, em Passo Fundo.
Durante quatro dias, aproximadamente 350 pessoas discutiram ações futuras da entidade e apresentaram projetos realizados por mais de 12 mil agentes, 90% deles voluntários, espalhados por todo o Brasil. A edição deste ano marcou os 50 anos de trabalho da Cáritas no Rio Grande do Sul.
Domingo é o último dia para visitar os estandes, instalados no Igaí Eventos, na Avenida Presidente Vargas, bairro São Cristóvão. Cada espaço traz um pedaço do Brasil para Passo Fundo, através das cores, sotaques, imagens e aromas, além de histórias de vidas transformadas a partir de projetos desenvolvidos pela Cáritas. Como no caso da alagoana Jarinete da Silva, 56 anos. Há sete anos, ela coordenava um grupo de mães carentes, na cidade de Marechal Deodoro, quando passou a receber apoio da Cáritas. Um investimento de aproximadamente R$ 100, destinado na compra de material, e oficinas para aperfeiçoar a técnica do filé, bordado típico de Alagoas, foram suficientes para mudar a vida dela e de outras 25 mulheres. “Na época eu estava desempregada. Eu era a única das mulheres que não sabia bordar. Com as aulas, aprendi a técnica, e as demais aperfeiçoaram o que já sabiam. A partir dali, minha vida mudou” conta sorrindo. Usado para enfeitar as tradicionais redes, o bordado ajuda a engrossar a renda da família.
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