Desde a primeira tentativa de utilizar o aterro existente em Marau para o destino final do lixo recolhido em Passo Fundo, em outubro do ano passado, a situação vem gerando certa polêmica. Naquela ocasião, dois dias depois que o lixo de Passo Fundo começou a ser levado para Marau, o aterro foi parcialmente interditado, ficando liberado apenas para o recebimento de material de municípios menores. A empresa que então tinha contrato com a prefeitura para este serviço, passou a destinar o material para outros dois municípios licenciados.
Em dezembro do ano passado, o aterro sofreu a ação de um incêndio, ocasião em que a Fepam fez vistorias no local solicitando que fossem tomadas medidas de regularização e restringiu a capacidade de recebimento. Porém em janeiro a empresa Via Norte arrendou o aterro então administrado pela empresa Nova Era e entrou com ação judicial pedindo o retorno à capacidade normal, que é de 300 toneladas por dia. A ação foi favorável à empresa.
Com o vencimento do contrato com a empresa que fazia a destinação final do lixo de Passo Fundo, a prefeitura realizou chamada pública em busca de uma empresa que fizesse a destinação final. Novamente o aterro de Marau foi o destino encontrado por ser a opção mais acessível.
Neste novo contrato, feito então entre as empresas RPF Ambiental, que venceu a chamada pública, e a empresa Via Norte, que arrendou o aterro de Marau, foi estabelecido que o resíduo doméstico de Passo Fundo será depositado no local. No primeiro dia de trabalho da RPF, moradores de Marau chegaram a fazer uma manifestação tentando impedir que um dos caminhões depositasse o lixo.
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