Instituição criada em 31 de julho de 1963, o Lar Emiliano Lopes faz parte da história do crescimento e desenvolvimento de Passo Fundo. E, tal como a cidade se desenvolveu, muitos dos que passaram pelo Lar Emiliano Lopes também tiveram essa oportunidade. E, diga-se, foi a passagem pelo Lar que lhes garantiu essa oportunidade. Não fosse o acolhimento, a estrutura e apoio, talvez a casa de muitas crianças e adolescentes teria sido a rua, ou as drogas ou a prostituição.
Todas as crianças e adolescentes que chegam hoje até o Lar são encaminhadas pelo Juizado da Infância e Juventude. O encaminhamento é a última medida aplicada, quando foram esgotadas todas as possibilidades de conviver com a família. Por isso, a maioria das crianças e adolescentes chegam ao Lar fragilizadas e, geralmente, passaram por situações traumatizantes. Por isso, sempre precisa ser realizado um intenso trabalho de ressocialização, para que eles realmente se sintam acolhidos e, acima de tudo, protegidos.
Atualmente o Lar está garantindo o acolhimento de 23 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 17 anos. Além de oferecer uma casa, com mães sociais, cama, alimentação, área de lazer e convivência social, as crianças e adolescentes participam de projetos e tem apoio psicológico e pedagógico, além de frequentarem a escola regular. “Os que estão no ensino fundamental frequentam a escola Ana Willig. Já os que estão no ensino médio estão matriculados na escola Adelino Pereira Simões. Por frequentarem escolas próximas da instituição, vão a pé, interagindo com as demais crianças da comunidade, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente, que orienta o direito à convivência social e comunitária”, explica a assistente social do Lar, Vera de Oliveira.
No turno que não estão na escola, eles recebem orientação pedagógica com profissional da instituição para a realização de temas de casa. Além disso, alguns participam de cursos fora da instituição, tais como informática, culinária, auxiliar administrativo, depilação, entre outros, conforme o interesse de cada um. Existe também a possibilidade de participar da escola de futebol da comunidade. Eles podem, ainda, ter aulas de xadrez, informática, reforço escolar de português, matemática e inglês, atividades essas realizadas por voluntários na própria instituição.
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