Um jeito antigo, mas moderno de fazer negócios

Cooperativas possuem tradição centenária e modernizam gestão para manter os princípios sem perder em resultados econômicos e sociais

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Hoje, no mundo, uma em cada sete pessoas está integrada a algum tipo de cooperativa. Criadas para unir força e aumentar a competitividade de pequenos representantes de um mesmo segmento, elas são mais do que uma forma de competir com grandes empresas por capital. As cooperativas têm princípios que garantem a gestão democrática, seguem a lógica da igualdade e tem as pessoas como centro de cada ação realizada. Elas têm tanta importância que a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, tendo como slogan: Cooperativas constroem um mundo melhor. Em uma situação na qual a globalização está consolidada, as cooperativas são uma forma moderna de atuar no mundo dos negócios.

A responsabilidade social com os cooperados e as comunidades em que estão inseridas é compromisso das cooperativas. O professor da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis da UPF, Dr. Luiz Fernando Fritz Filho, destaca que hoje os mercados abertos são responsáveis por uma grande competitividade em todos os segmentos e a concentração em alguns deles. Neste cenário o cooperativismo permite uma integração tanto vertical quanto horizontal da produção e comercialização independente do ramo ao qual a cooperativa está inserida para que possa ter condições de competir. “Não é como uma empresa privada que visa apenas a rentabilidade. Ela gera ganho no desenvolvimento socioeconômico local, regional e a nível nacional dada a grande participação das cooperativas no Brasil”, ressalta.

As cooperativas têm algumas vantagens frente a empresas de capital aberto, por exemplo. A relação entre os integrantes é mais próxima e permite que elas façam bons negócios. “Mesmo não visando lucro ela gera retorno ao cooperado de forma conjunta”. Observa Fritz que é professor das disciplinas O agronegócio no contexto das organizações associativas, no MBA em Agronegócio e de Sistemas empresariais em cooperativas, no curso de curso de especialização em Gestão de Negócios em Cooperativas - SESCOOP/UPF.

 Defesa do cooperado

Para o professor Fritz a defesa econômica do cooperado se dá tanto na posição de consumidor, quanto de produtor. “Ele é proprietário do empreendimento, provedor de reserva do empreendimento e usa os serviços da cooperativa”, justifica.

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