Sucata vira matéria-prima para Indústria

Em Passo Fundo cerca de mil veículos que estão abandonados nos depósitos do Detran estão sendo reciclados

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Cerca de 200 veículos que permanecem há mais de dois anos abandonados no pátio do Guincho da Petrópolis começaram a ser compactados nesta semana em Passo Fundo. Esse trabalho já foi realizado no Guincho do Boqueirão, onde outros 700 veículos foram encaminhados à reciclagem para transformarem-se em matéria-prima para a indústria siderúrgica. Benefícios para a Indústria, para o meio ambiente e para a saúde da população. A reciclagem libera espaço nos depósitos, impede que peças sejam utilizadas indevidamente  e propicia uma destinação ambiental e ecologicamente correta a metais e outros componentes dos veículos. Um edital de 2011 do Detran prevê a reciclagem de pelo menos 3,7 mil veículos em 20 municípios do Rio Grande do Sul.

A intenção do Detran é expandir essa ação para todos os municípios e desafogar os pátios que acumulam hoje aproximadamente 72 mil veículos. Carros abandonados nos depósitos do Detran podem causar uma série de problemas ambientais e de saúde. Os fluídos presentes nos veículos podem contaminar o solo e propiciar a proliferação de roedores e insetos. Em todo o Estado estima-se que pelo menos 35 mil veículos que não podem mais circular ou ser recuperados, ocupam espaço nos depósitos em diversas cidades. Dados da Divisão de Depósitos do Detran-RS apontam que em diversos municípios os depósitos estão lotados de carros que não podem ser leiloados ou entregues aos proprietários. O trabalho em Passo Fundo iniciou no Pátio do Guincho do Boqueirão. Mais de 700 veículos, pesando aproximadamente 300 toneladas, foram encaminhados à reciclagem. Nesta semana a equipe do Detran concentra o trabalho no Pátio do Guincho da Petrópolis. De acordo com o chefe da Divisão de Carreta móvel equipada com uma prensa percorre depósitos no Estado compactando veículos Depósitos, Antônio Barbará os carros encaminhados à reciclagem do município fazem parte de um lote arrematado pela Gerdau que compra o material a R$ 0,17 o quilo. “Uma parte do valor é repassado aos depósitos e outra parte para os custos operacionais”,
esclarece.

O serviço realizado não permite que nenhuma peça seja reutilizada. “Estamos num processo de aperfeiçoamento desse novo procedimento. Temos uma meta que é passar por todos os depósitos do Estado até 2015. Toda operação é feita por servidores do Detran”, explica. O órgão supervisiona todas as etapas do trabalho até a o material chegar à indústria siderúrgica. Esse trabalho impede que veículos irregulares ou adulterados voltem a circular. “Se peças foram retiradas ou os veículos não estão na mesma condição em que foram deixados no depósito precisamos encaminhar a denúncia. Fazemos a análise física para identificar ao máximo o veículo para depois poder dar baixa no nosso cadastro”, acrescenta.

A matéria completa na edição impressa de O Nacional

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