OPINIÃO

Fatos 30/10/2012

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Lideranças do PSB municipal tomaram por surpresa a declaração do secretário de infraestrutura Beto Albuquerque à Rádio Uirapuru, no sábado. Beto disse que o partido será oposição responsável ao governo de Luciano Azevedo. Havia um clima interno entre os socialistas de que a possibilidade de se aliar ao futuro governo era só uma questão de tempo. O partido, no entanto, precisava sinalizar isso ao próprio prefeito eleito, para que o convite fosse oficializado. A declaração de Beto deve inviabilizar isso, mesmo que a instância para a decisão seja o diretório municipal. Na quarta-feira à noite o partido se reúne.

Simpatia
O prefeito eleito Luciano Azevedo disse que não toma a manifestação de Beto como uma resposta, pois não houve formalização de convite ao PSB. No entanto, reforça que mantém a simpatia de aproximação, reconhecendo que os socialistas comandaram muito bem a secretaria de Desenvolvimento, com Marcos Citolin.

Futuro
Por traz da declaração de Beto existe, obviamente, um componente político forte e de futuro. O PSB faz parte da base do governo Tarso e aliado do PT aqui em Passo Fundo. O projeto político de Beto inclui uma eleição para o Senado. Para tanto precisa ser o nome preferencial com apoio do PT. Não seria conveniente uma aliança com a futura administração municipal que derrotou o candidato petista. Além disso, o PT também quer estar ao lado do PSB, que cresceu substancialmente nestas eleições, fazendo 440 prefeituras. A aproximação é uma tentativa de neutralizar uma candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República.

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