OPINIÃO

Retoques

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Cortar as unhas
Nunca pensei que um acontecimento acidental presenciado aos doze anos, primeiro ano de internato no seminário, retornasse à memória de observação. Lá no internato, aproximava-se o tem da Páscoa, onde os seminaristas mais abastados recebiam presentes (glutonarias) de familiares. Não havia férias no meio do ano. O diretor, Cônego Bento, fez reunião de advertências sobre o comportamento aos 130 alunos, e resumiu com o humorado aviso final: “Agora, na Páscoa, todos cortem as unhas!” Boa parte dos meninos entendera, enquanto alguns eram vistos no recreio cortando as unhas, literalmente. O verdadeiro sentido da advertência do diretor foi para que ninguém se apossasse dos doces ou glutonarias dos colegas. A coisa virou riso e gozação, mas parece que deu efeito a ponto de não ser registrado furto de doces do armário particular de alguém.

Unhas em Brasília
Nada de preconceito. Não é somente em Brasília que se rouba! Acontece, porém, que o dinheiro do povo é arrecadado pelo poder central da União, e as chaves do cofre estão lá. E tem mais. Sem querer defender os vigaristas de carreira, é sabido que renomados homens públicos e privados mostram as unhas quando menos se espera. A diferença é que os ladrões contumazes, quando conhecidos, são vigiados, e lesam o povo sem surpreender. A surpresa do golpe fica por conta dos que aparentam unhas curtas, mas soltam verdadeiras garras que trazem veladas. As leis mais severas pretendem funcionar como tesouras para cortar unhas, mas a precisão ética na raiz humana do cidadão é a única forma de avaliarmos o comportamento dos que lidam com o dinheiro público. O roubo da coisa pública nunca foi tratado como característica de psicopatia. Há casos, no entanto, em que a desonestidade renitente não encontra limite.

Gilberto Boeira
Nesta sexta-feira assume a diretoria eleita do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passo Fundo. Vai presidir a entidade sindical até 2017, o atual presidente Gilberto Godoy Boeira. Fazem parte da diretoria efetiva, Miguel Valdir Chaves de Almeida, Miguel Pedro da Rosa Onofre, Waldemar Vedoy, além dos demais dirigentes e conselheiros. Estivemos na sede do Sindicato e presenciamos o eficiente funcionamento da entidade. O sindicato recuperou sua história a estabilidade, graças a uma equipe solidária e atuante liderada pelo Boeira.

Retoques:
* Nesta quinta-feira uma recepção de paz e alegria, no jantar da confraria da Mesa Um do Oasis. Jantar do peixe, segundo o anfitrião César Nicoleit, titular do primeiro Tabelionato. O jantar será no Clube Comercial.
* O vereador Rafael Bortoluzzi observou que a lei municipal sobre ficha limpa a ser observada na nomeação de cargos de confiança, seria desnecessária. Mas, porém, todavia, contudo...
* Registramos o falecimento do advogado e ex-secretário da administração municipal na década de 80, Almi Britto, que atuou muito tempo na advocacia trabalhista. O Britto levou seu bom humor até o final da existência e foi sempre agradável companhia. Nossa solidariedade aos amigos e familiares.
* Incrível, mas às vezes a paranóia da imprensa parece cessar como louca tempestade seguida de suave alvorecer. Pasmem, ouvi a manchete “Cidade da Paraíba produz super craques da matemática”! Embora tenha ocupado 0,5% do espaço dado à obesidade (opulência) do Ronaldo Fenômeno, achei fenomenal a valorização da matemática. Que bom que isso existe!
* O deputado Diógenes Basegio (PDT) foi autor da indicação de Medalha para homenagear o lojista passo-fundense Ari Rabelo, na tarde desta quinta-feira.
* Este é o mês de aniversário da Rádio Uirapuru, emissora que se evidencia pela abertura de opinião e esforço de todos seus profissionais, especialmente as pilastras da comunicação: Acácio Silva e JG. Nos seus comentários JG usa e abusa de figuras da retórica, bem reconhecidas, como é o caso da antonomásia, quando se referiu ao saudoso Bebeto (o Canhão da Serra), imitando figuras clássicas como “a Águia de Haia” (Rui Barbosa), “Messalina” (mulher dissoluta). É a substituição do nome próprio por nome comum, ou vice-versa.

Gostou? Compartilhe