Os moradores da ocupação III, do loteamento José Alexandre Zachia, realizaram uma manifestação, na tarde de quarta-feira (11), para reivindicar asfalto, canalização de esgoto e regularização fundiária da ocupação. Atualmente, 130 famílias moram na área ocupada há quase cinco anos. Uma das grandes preocupações é com o esgoto que escorre nas ruas causando mau cheiro, proliferação de bichos e o risco de doenças.
A falta de pavimentação dificulta o tráfego de veículos e de pedestres na ocupação. De acordo com o coordenador da ocupação, Arivaldo Poher, não há canalização da água da chuva e do esgoto. A ocupação possui cerca de 10 fossas que costumam transbordar com frequência. Quando chove forte, casas também costumam alagar. “O esgoto escorre pelas ruas e quando chove muito pelo menos dez casas alagam. Também precisamos da regularização fundiária para que os moradores consigam a escritura das casas para fazer financiamentos habitacionais”, relatou Poher.
Cerca de 150 crianças residem na ocupação. “As ruas são péssimas. Em dias de chuva a situação é ainda pior. Nem o caminhão do lixo desce. Esses dias meu filho de um ano e meio, caiu em um buraco da rua, torceu o pé e machucou o nariz e a boca”, disse a moradora Cristiele Maia dos Santos, 25 anos.
Durante o protesto, chegou uma patrola da Prefeitura de Passo Fundo para amenizar o problema das ruas que possuem muitas valas e para fazer o empedramento. A casa de Jocelino Borges dos Santos, 54 anos, já alagou cinco vezes neste ano. “Precisamos que a Prefeitura canalize e asfalte urgente a ocupação. Mandar a patrola não vai resolver o problema”, disse o morador.
O secretário de Obras, João Bordin, informou que neste momento não há previsão para obras de pavimentação e canalização na ocupação, porque é preciso respeitar o cronograma já estabelecido para este ano. “Eles precisam esperar a vez deles. Vamos analisar a possibilidade de incluir as demandas da ocupação no próximo ano”, informou Bordin.
Em relação à regularização fundiária, o secretário de Habitação, João Campos, disse que a Prefeitura ainda está adquirindo a área e ainda não possui a documentação no nome dela. Assim que a documentação for emitida será realizada a divisão dos lotes para posterior regularização em 2014. “Esta é uma das ocupações já solidificadas. Já atuamos para viabilizar energia elétrica e liberação da água. O próximo passo será a infraestrutura e regularização. Já pegamos o orçamento defasado para este ano e estas demandas ficaram para 2014”, esclareceu Campos.

