A pergunta escolhida como título para este texto quase sempre se torna motivo de polêmica. Por isso, saliento que não tratarei, aqui, sobre “vidas passadas”, embora exista a astrologia cármica, que aborda especificamente esse assunto. Afinal, falar nisso, hoje, é algo bastante complexo, o que exigiria, portanto, um espaço bem maior.
O certo, porém, é que nós temos memórias. Possuímos três ou quatro fontes de memória. Temos uma memória celular, aquela que trazemos dentro das nossas células, nos nossos elétrons. Temos a memória do universo, que todas as células de um ser humano, de um móvel, de um animal têm, e ela nos influencia. Existe uma memória genética, de modo que sofremos a influência direta das quatro últimas gerações, embora se saiba que temos todas arquivadas as vivências de nossos antepassados até vinte e duas gerações. Existe, igualmente, uma memória de raça, que também nos influencia, além de uma memória da alma.
Como você pode ver, comprovadamente, ou cientificamente falando, existem três memórias reconhecidas pela ciência: a memória celular, a genética e a de raça. Só isso bastaria para dizer que 80% das nossas atitudes, de nossos pensamentos, de nossas ações, de nossos sentimentos são determinados pelo nosso inconsciente, pela nossa memória.
É através do mapa astral que nós sabemos quais as características que trazemos do passado. Pouco importa de onde vem isso, se de uma vida passada, de um antepassado, de uma memória das células, se é genético; a origem não vem ao caso. Nesse momento, quero lembrar, não estamos discutindo se existem ou não vidas passadas. Estamos afirmando que existe um passado e que o ser humano é determinado por padrões trazidos no inconsciente, os quais representam 80% das suas atitudes.
Seguindo essa lógica, verificaremos que apenas 20% compõem o nosso livre arbítrio, que se dividem em 3% de intuição e 17% de personalidade, a qual seria a influência recebida desde a fecundação até os dias atuais. Então, fica fácil descobrir quais são as nossas características.
Diante disso, afirmar que essas memórias são de vidas passadas depende da doutrina na qual você acredita e do conhecimento que você tem. Hoje, ao perguntar para os clientes e pacientes se eles acreditam em vidas passadas, a maioria responde que não tem conhecimento suficiente para falar. E é isso mesmo. As pessoas dizem que não acreditam na astrologia, mas, para você dizer que não acredita em astrologia, você tem que ter estudado astrologia. E isso vale para qualquer outra coisa na vida.
Assim, antes de tudo, temos que conhecer, para depois dizer se acreditamos ou não. Se não, somos ignorantes naquele assunto, no sentido mais exato da palavra; isto é, ignoramos, desconhecemos aquele assunto. Por isso, devemos sempre buscar o conhecimento e, sobretudo, investir no autoconhecimento.
Voltaire Dandreaux e Silva - Psicoastrólogo Clínico e Numerologista empresarial


