OPINIÃO

Fatos - 04-05/10/2014

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Debate
O que assistimos no último confronto entre os candidatos à Presidência da República, na Rede Globo, quinta-feira, virou piada nas redes sociais. Nada mais. Acusações mútuas, gracinhas entre os candidatos, falta de clareza nas perguntas e respostas, temas repetitivos, plateia com interação desnecessária e falta de controle de quem moderou. As estratégias ficaram claras: Dilma Rousseff, PT, preferiu enfrentar Aécio Neves, PSDB, sempre que pode escolher. Indício da leitura interna petista de que Aécio pode estar no segundo turno. A presidente, que busca a reeleição, não sorriu em nenhum momento. Estava visivelmente irritada com aquela situação. Marina Silva, PSB, demonstrou cansaço, fragilidade, mas também protagonizou um dos embates mais acirrados com Dilma. Reagiu as provocações feitas por Luciana Genro, PSOL, que, por sua vez, disparou a metralhadora contra todos. Aécio Neves, PSDB, parecia o mais confortável dentre os três que despontam nas pesquisas e, também, o mais engraçado. Seguiu o script dos marqueteiros. Fez uma dobradinha combinada com o Pastor Everaldo. Eduardo Jorge, PV, cumpriu seu papel. Levy Fidelix, PRTB, perdeu a chance de se desculpar pelo episódio homofóbico do debate anterior.

Modelo
O modelo de debates adotado pelos grandes veículos de comunicação poderia ser repensado. Se não for, continuaremos a nos divertir assistindo as trabalhadas, ao dedo na cara, as acusações destes e daquele. Proposta que é bom, nada. Debate deveria ser assim: temas sugeridos na mesa e todos os candidatos, dentro do seu limite de tempo, defendendo as propostas de governo. A escolha ficaria bem mais fácil para o eleitor. De qualquer forma, que o voto de cada cidadão, neste domingo, seja de forma consciente.

Imagem I
A foto da menina Vitória circulou nas redes sociais nos últimos dias e comoveu muitos passo-fundenses. O radialista Paulo Bigóis da Rádio Planalto fez uma campanha para ajudar a menina e a família, formando uma enorme rede de solidariedade. A imagem foi feita pela jornalista Daiane Finato Marasini quando retornava do trabalho. 

Imagem II
“Vi as crianças catando lixo, parei para conversar e percebi que estavam com fome. Comprei lanches e acabei tirando a foto, junto com minha amiga e colega de trabalho Rafaela Porth. A intenção não era postar, mas depois de analisar a imagem, nos sentimos incapazes diante da cena. Percebemos que não poderíamos deixar de publicar para mostrar a toda comunidade essa realidade que predomina nas nossas ruas. Não imaginávamos a repercussão que esse registro poderia causar. Fica o agradecimento a todas as pessoas que estão se empenhando em ajudar”, contou Daiane.

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