Milhares de fiéis participam da 146ª Romaria de São Miguel

Tempo bom ajudou e número de participantes na procissão e nas celebrações e atividades realizadas na Capela São Miguel superaram o ano passado

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A tradição diz que a Romaria de São Miguel é sempre acompanhada de chuva. Neste ano, ela até veio, nos dias que antecederam à programação, mas o tempo colaborou com a 146ª edição da Romaria – considerada a mais antiga do Estado – que aconteceu ontem. Milhares de fieis participaram tanto da procissão, que saiu da Paróquia São Vicente de Paulo, quanto das celebrações e atividades religiosas e culturais realizadas na localidade de Pinheiro Torto, onde está construída a capela.

 

O padre Carlos Jaroceski, pároco da paróquia São Vicente de Paulo, destaca que a 146ª edição da Romaria transcorreu da melhor forma possível e superou a expectativa de todos os envolvidos na organização. “A cada ano vai se construindo um ambiente de paz e espiritualidade neste espaço chamado Capela São Miguel”, pontua. Na avaliação dele, percebeu-se que o número de participantes foi maior em relação a 2016. A participação do público jovem, dos Cavaleiros do Mercosul e do Grupo Alforria de São Miguel colaboraram para o êxito da peregrinação religiosa.

 

Cultura de Paz

Neste ano, a Romaria teve como tema norteador “São Miguel e a Cultura de Paz”. As reflexões tiveram ainda como lema “Eu vos dou a minha paz (Jo 14,27)”. A escolha se deve ao fato de São Miguel ser o patrono da paz e da justiça e também a situação de violência em que se encontra a sociedade. A proposta da organização foi a de estimular a paz entre as pessoas, entre as famílias, na comunidade e na sociedade.
História, religiosidade e devoção


A peregrinação - que acontece desde 1871 sendo, assim, a mais antiga do Rio Grande do Sul – envolve o trabalho da paróquia São Vicente de Paulo e, também, das comunidades, especialmente da localidade do Pinheiro Torto, local onde está construída a Capela de São Miguel.
Tradicional em Passo Fundo, a Romaria de São Miguel tem suas origens na história de dois escravos que, ainda no século XIX, voltavam da Guerra do Paraguai quando, ao chegarem às terras onde hoje fica o atual distrito do Pulador, encontraram uma pequena estatueta de São Miguel Arcanjo. Inspirados pela imagem, os escravos conseguiram que, nas terras de Bernardo Castanho Rocha, fugindo dos ares urbanos e direcionada para o povo do campo, fosse construída, de pau-a-pique e com telhado de capim, uma pequena capela, hoje, reformada e tombada como patrimônio cultural.

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