Migrantes visam cargos de trabalho mais qualificados

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Com o objetivo de entender a percepção de migrantes senegaleses, haitianos, bengaleses e ganeses, que ingressaram no Brasil para trabalhar após o ano de 2000, duas pesquisas foram realizadas pelo CEGEPE da IMED Business School e analisaram a socialização e bem-estar no trabalho e na vida pessoal destas pessoas.

O grupo de pesquisa, que conta com a participação da professora e pesquisadora do Mestrado em Administração, Shalimar Gallon, da coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu, Alessandra Costenaro Maciel, do professor e pesquisador do Mestrado em Administração, Jandir Pauli, da mestre em Administração, Jaqueline de Quadros Dill Lague, e da mestre em Administração, Lidiane Cássia Comin, constatou que os migrantes se inseriram no mercado de trabalho em ocupações que o trabalhador brasileiro não tem mais interesse de realizar, tais como os serviços industriais ligados à construção civil, frigoríficos e auxiliares de baixa qualificação. Ao mesmo tempo, existe um número considerável de migrantes com ensino superior obtido em seus países de origem que estão ingressando nestas ocupações, mas suas expectativas são por trabalhos mais qualificados.

Os estudos mostraram também que os migrantes buscam nas relações de trabalho, além de uma atividade econômica para atingir um rendimento que possa satisfazer as suas necessidades básicas, a interação com o meio social. “Para eles, o trabalho é visto como uma forma de desempenhar um papel importante na sociedade, aceito pela comunidade e visto como um sinal de apreço pelo que o indivíduo faz, assim como por meio dele é possível estabelecer relações de respeito com os parceiros e a sociedade. O trabalho é um importante elemento na construção dessa nova identidade social destes migrantes e, desta forma, a satisfação e o comprometimento pessoal proporciona maior sentido ao trabalho, o que influencia diretamente na sua adaptação e na melhoria dos resultados organizacionais”, afirma a professora, Shalimar Gallon.

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