OPINIÃO

Fatos 14.12.2017

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Manitowoc
Um dos pontos que pesou para que a Justiça determinasse a suspensão das negociações entre a Manitowoc e a Comercial Zaffari foi o fato de a empresa norte-americana não ter se manifestado no processo. Para julgar dois pedidos feitos dentro da ação popular, a Justiça deu prazo de 48 horas para que o Município e a empresa prestassem esclarecimentos. O município cumpriu o prazo, mas a Manitowoc, não (...) 'suficiente para que a magistrada possa analisar os pedidos realizados pela parte autora'.  A decisão proferida ontem é de caráter provisório, cabendo recurso ao Tribunal. Ainda falta o julgamento do mérito em primeira instância e recursos a este julgamento em instâncias superiores. Imbróglio que poderá levar anos ou não, se houver uma alternativa negociada. Duas determinações da juíza Rossana Gelain ao proferir a liminar favorecem o município: a multa superior a R$ 1,5 milhão que reverte aos cofres públicos e a obrigação de a Manitowoc manter em condições apropriedas o prédio e área onde ainda está instalada.

Sonho
O sonho de receber uma multinacional com potencial para ampliar outros negócios mexeu com a comunidade regional em 2011. Mas, não começou bem. O município precisou fazer um aporte de 42% sobre o valor da área a pedido do proprietário que ingressou com uma ação judicial. O valor pago foi de quase R$ 3 milhões. Hoje, segundo análise do mercado, a área estaria custando próximo de R$ 13 milhões.

Sonho frustrado
A primeira planta da América Latina do Grupo Manitowoc foi instalada em Passo Fundo em 2012. Foi um sonho para o município que estava num processo acelerado de mudança da sua matriz econômica. Depois de assinar um termo de cooperação com o Estado e assumir compromisso com o município, a empresa norte-americana pretendia montar rede de fornecedores no Estado e receber sistemistas, seguindo uma tendência mundial de produção. "A unidade brasileira será a terceira do grupo com alta tecnologia na fabricação de guindastes pesados, repetindo o que é feito somente nas nossas fábricas dos Estados Unidos e Itália", lembrou o vice-presidente para a América Latina, Larry Weyers, em uma das visitas que fez ao município.  

Projeções não confirmadas
A empresa projetava produzir, em 2013, 80 mil unidades por ano dos guindastes RT e Gruas, com faturamento previsto de R$ 100 milhões. Em 2014 previa a entrada na linha de produção do guindaste Telescópio, com a produção anual ficando entre 100 e 120 mil unidades, com previsão de R$ 400 milhões de faturamento/ano. Weyers não descartava a ampliação da planta em cinco anos. Nada se confirmou.


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