Na mira da vigilância

Ação ressalta compromisso de combate a proliferação do aedes aegypti

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O proliferação do mosquito é responsável por colocar o município entre as cidades infestadasO proliferação do mosquito é responsável por colocar o município entre as cidades infestadas
O proliferação do mosquito é responsável por colocar o município entre as cidades infestadas
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A sensação térmica de mais de 30ºC não foi capaz de interromper a animação da personagem “Mosquita” na tarde de sexta-feira (15), na praça Ernesto Tochetto. Vestida com o traje que fazia alusão ao mosquito Aedes Aegypti, a agente de endemias Lucimar Ferreira tirava fotos e dançava ao som de paródias das canções ‘Despacito’ e ‘Malandramente’, populares entre as mais ouvidas de 2016 e 2017. “Só assim para chamar a atenção. É por sermos extrovertidos que o pessoal não tem medo de chegar e perguntar”, conta ela. A ação faz parte do Dia D de controle do aedes aegypti em Passo Fundo. O proliferação do mosquito causador da dengue, febre chicungunya e zyca vírus é responsável por colocar o município entre as cidades infestadas do RS. Ainda que o nível atual de infestação seja considerado de médio risco, ações do gênero servem para evitar que situação piore. “A intenção é fazer com que a população veja de perto os riscos de manter água parada”, começou a enfermeira chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin. Ela se referia aos variados exemplos de “criadouros” expostos no chão da praça: desde pneus velhos até cascas de frutas e sacolas plásticas. “O que trouxemos aqui é o que encontramos todos os dias nos pátios das casas. A gente não vê só focos do mosquito em piscinas ou calhas. A água parada também está nos restos de alimentos, nos brinquedos que ficam perdidos pelo pátio. São locais de risco que a população não se dá conta e os trouxemos aqui justamente para chamar a atenção para isso”, completou ela.

Em março de 2016, Passo Fundo marcava 5,5 no índice de Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa). No último levantamento, o número caiu para 2,7. Isso significa que a cada 100 casas, 2,7 têm presença do mosquito. “Tivemos uma queda considerável e por isso precisamos continuar a mobilização. Se este número aumentar, entramos novamente na situação de risco”, explicou Ivânia. Segundo ela, foram encontrados focos em todos os bairros da cidade. “Com as temperaturas mais quentes que vamos ter a partir de agora, este índice tende a subir se a comunidade não ficar atenta”, finalizou. 

Números diminuem, mas ainda preocupam
Os dados do último boletim epidemiológico publicado pela Secretaria Estadual de Saúde no início deste mês mostram que a região da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) é a possui maior número de municípios infestados pelo mosquito: são 32 cidades. Fica na frente da 24ª CRS, na região das Missões, e das regiões 16ª e 8ª CRS, da região metropolitana. “De acordo com os dados, em 2017, identifica-se uma queda de 82,1% em relação às suspeitas de dengue verificadas no mesmo período do ano passado”, consta no relatório. Em 2016, Passo Fundo teve 226 casos notificados e 12 confirmados. Em 2017 foram 73 notificações e, até o fechamento desta edição, nenhuma confirmação de casos de dengue na cidade. O índice baixo se repete a respeito da febre chicungunya: no ano passado foram 632 casos notificados no RS (sendo 73 confirmados) e, em 2017, são 43 casos notificados e apenas 18 confirmados em todo estado. Já dados da secretaria municipal de saúde mostram que, na cidade, são, até o momento, 28 notificações e uma confirmação. Já o zyca vírus mostrou-se em dois casos na cidade, sendo ambos sem confirmação. “Em 2017, até o momento, não há comprovação de circulação do vírus zika no Estado”, destacou o boletim epidemiológico da SES.

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