Um mês para decidir
Os próximos dias poderão ser decisivos para que o prefeito Luciano Azevedo defina se vai ou não concorrer a deputado federal. O PSB pressiona. Na terça-feira, Luciano reuniu vereadores da base do governo para discutir o assunto. No final de semana, já em Brasília, vai se encontrar com o presidente estadual, José Stédile, e com o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. O prefeito também tem conversado sobre o assunto com o vice-prefeito João Pedro Nunes, que, discreto, mantém-se em silêncio e não fala sobre a possibilidade de assumir em definitivo a Prefeitura. Para concorrer a deputado federal, Luciano teria que renunciar ao cargo até 6 de abril. É um caminho sem volta! Se for eleito, fica quatro anos em Brasília. Em caso se insucesso, fica sem mandato. Na próxima semana o prefeito também deve falar com presidentes de partido da base aliada que o apoiaram na eleição. Lideranças locais e regionais como os ex-deputados Beto Albuquerque e Francisco Turra e os ex-prefeitos Airton Dipp e Fernando Machado Carrion têm sido ouvidos.
Visitantes
Passo Fundo é um colégio eleitoral visado por políticos de todas as regiões do Estado. É por isso que a agenda de visitas costuma ficar cheia em ano eleitoral. Como somos uma cidade hospitaleira e muito educada, sempre acolhemos bem os que vem de longe e que, na maioria das vezes, costumam esquecer o caminho, principalmente depois de eleito. Por isso, muita atenção para os candidatos a deputado (estadual ou federal) que só aparecem em ano de eleição.
Roteiro
Como polo regional importante, é agenda certa nos roteiros de candidatos ao governo do Estado e presidenciáveis. Neste mês de março, a cidade vai receber dois deles: o senador Álvaro Dias, do Podemos, que estará na cidade neste sábado para uma agenda com o partido e empresários; e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, que reprogramou a caravana: estará em Passo Fundo no dia 23 de março. A assessoria do ex-presidente já faz contatos para acertar a coletiva de imprensa e a agenda local.
Metasa I
“Foi o melhor presente que a cidade de Marau recebeu nos seus 63 anos de existência”. A comemoração foi do prefeito Iura Kurtz, PMDB, ao receber a informação de que o empresário Antônio Roso, reassumiu o comando da Metasa. Foram dois meses de intensas negociações até celebrar o acordo com a Codeme Engenharia S/A. A transição ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o que deve ocorrer em 60 dias. Roso ressaltou durante o anuncio que o ponto-chave da retomada foi a observação da ineficiência da última gestão, resultando em atritos.
Metasa II
A família Roso tem muito trabalho pela frente para conquistar o mercado. A empresa vale três vezes menos do que há quatro anos atrás. A retomada do controle acionário foi um compromisso com a comunidade de Marau, pois havia a forte intenção dos antigos acionistas de encerrar as atividades no município, acabando com uma história de 42 anos e criando um grave problema social com a demissão de 500 trabalhadores. Roso anuncia mudanças na área de gestão e o fortalecimento do setor de vendas, com objetivo de ampliar a cartela de clientes.

