Mulheres e espaço
Pelas novas regras eleitorais e com a confirmação dos Tribunais (STF e TSE), as mulheres não só devem ocupar 30% das candidaturas dos partidos (efetivamente), como também receber 30% do Fundo Partidário Eleitoral para a campanha. Além disso, as mulheres terão direito a 30% do espaço destinado a propaganda eleitoral gratuita na TV e no Rádio. Os partidos devem cumprir as cotas sob pena de responsabilização. O TSE deixou claro ainda que se as mulheres ocuparem mais de 30% das vagas de candidaturas, recurso do fundo e espaço de propaganda devem ser proporcionais. No PSDB nacional, por exemplo, o presidente do partido Geraldo Alckmin (pré-candidato à Presidência da República) já ordenou que o recurso do Fundo seja repassado a coordenação feminina do partido, que está à cargo da deputada federal gaúcha Yeda Almeida. Ela vai gerenciar cerca de R$ 55 milhões para a campanha das mulheres neste ano.
Processo
É um avanço, mas a realidade é que os partidos terão dificuldades de cumprir as cotas, porque não há tantas mulheres engajadas na política como deveria. Somos ainda minoria neste universo masculino. O caminho é longo, porque requer todo um processo de conquista, confiança e conscientização.
Ideologia
Para obter sucesso junto ao eleitor, o candidato à Presidência da República deve combinar posições ideológicas mais à direita no que se refere aos costumes (aborto, legalização de armas e drogas, etc), com um posicionamento mais à esquerda quando o assunto é economia. O resultado está na pesquisa XP/Ipespe, divulgada na semana passada. Em outras palavras, quando o assunto são reformas na economia que mexem no bolso de todos, o pensamento de esquerda aflora, mesmo entre os conservadores. Sinuca de bico para os candidatos.
Voltando à realidade
Não foi desta vez que o Brasil conquistou o tão sonhado Hexa. Estamos de volta à realidade. Se bem que, nesta copa, diante das circunstâncias, a empolgação com a Seleção Brasileira ficou abaixo do esperado. Com 13 milhões de desempregados, um Congresso apático, um país afundado em corrupção e desgovernado, mesmo que conquistássemos o título, ele não serviria nem de alento. Rumo a próxima copa e quem sabe o Hexa. A esperança nunca morre. Mas, em primeiro lugar, que o Brasil seja outro. Quem deve entrar em campo agora são os brasileiros eleitores que tem tudo para mudar a história.

