Professores e funcionários do IE paralisaram atividades

Categorias alegam atraso no pagamento dos salários e cobram melhor comunicação do colégio

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Professores permaneceram reunidos nas proximidades da escolaProfessores permaneceram reunidos nas proximidades da escola
Professores permaneceram reunidos nas proximidades da escola
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Os professores e funcionários do Instituto Educacional Metodista (IE), de Passo Fundo, paralisaram as atividades ontem (28). A categoria cobra a quitação do salário de abril, atrasado há aproximadamente 40 dias. De acordo com os profissionais, a situação já se estende há pelo menos um ano e meio. O protesto foi organizado pelos sindicatos dos Trabalhadores Técnicos Administrativos e pela entidade que representa os professores, o Sinpro. A decisão foi tomada em Assembleia, realizada na semana passada, devido aos atrasos salariais e a falta de perspectivas de solução para problema.

 

De acordo com a diretora do Sinpro/RS – Regional Passo Fundo, Lisene Maroso, as manifestações, nas proximidades do colégio, tinham por objetivo informar a comunidade sobre a situação dos professores e funcionários em relação ao atraso e parcelamento dos salários e de outros benefícios trabalhistas. Os professores, que preferiram não se identificar, disseram que vêm sofrendo em silêncio, mas que a situação ficou insustentável e a comunidade precisa estar ciente. A adesão foi de quase 100% dos professores e funcionários. Eles agradecem pelo apoio que vêm recebendo dos alunos e dos pais.


De acordo com o Sinpro, está é a primeira vez em que todas as instituições de ensino da Rede Metodista estão com atrasos nos pagamentos. A rede tem enfrentado problemas desde o ano passado, quando aconteceram paralisações no Centro Universitário Metodista – IPA, Colégio Americano, ambos de Porto Alegre.


Manifesto
Os professores divulgaram um manifesto expondo a situação. “A atual gestão da Rede, na nossa avaliação, não tem sintonia com a própria origem da cultura Metodista e sua trajetória, que é a educação e a assistência. Esse é o contraponto que acreditamos ao crescimento da mercantilização da educação em nosso estado e na luta pela manutenção de instituições que são referência em qualidade de ensino”, destaca o manifesto.

 

O texto pede ainda a transparência na comunicação com todos os funcionários e professores por parte da direção e gestores da Rede Metodista. Juntam-se aos trabalhadores as famílias e os responsáveis pelos estudantes do IE Passo Fundo.
Os professores e funcionários estabeleceram prazo até o dia 6 de junho para a instituição colocar as obrigações trabalhistas em dia, caso isso não ocorra, as categorias devem se reunir novamente para deliberar sobre os próximos passos. O protesto era apenas durante a terça-feira. Hoje (29), as aulas serão retomadas normalmente. A reportagem tentou contato com a direção do colégio, mas não foi atendida.

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