Muçulmanos celebram o fim do Ramadã

Fiés reuniram-se, no Parque da Gare, em oração pelo término do mês sagrado ao Islã

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Cerca de 300 muçulmanos se reuniram para orar voltados à cidade sagrada de MecaCerca de 300 muçulmanos se reuniram para orar voltados à cidade sagrada de Meca
Cerca de 300 muçulmanos se reuniram para orar voltados à cidade sagrada de Meca
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A comunidade muçulmana celebrou, nesta segunda-feira (04), o último dia do Ramadã. Nono mês do calendário lunar islâmico, o período iniciou em 5 de maio e encerrou-se com a festa Eid-al-Fitr que, literalmente, significa “a celebração do fim do jejum”. Em Passo Fundo, os fiéis ao Islã reuniram-se em oração coletiva, no Parque da Gare, ao longo da manhã.

 

Com os joelhos ao chão, curvados à cidade sagrada de Meca, os cerca de 300 muçulmanos sustentaram a palavra de Alá nos clamores ouvidos durante as preces, e no colo, enquanto liam as páginas do Alcorão. “Algumas pessoas estavam trabalhando e não puderam comparecer, mas o mês do Ramadã é o mês sagrado, de jejum, de oração e da caridade mais acentuada”, explica o vice-presidente da Associação Muçulmana de Passo Fundo, Radwan Mohamed Jehani.


Durante três dias, a comunidade muçulmana comemora a quebra do jejum mantido, ao longo do último mês, do alvorecer ao pôr-do-sol com visitas às casas de pessoas próximas, refeições compartilhadas e leituras sacras. “Durante o Ramadã, juntamos dinheiro e doamos para as famílias sem tantas condições financeiras para que elas utilizem conforme a necessidade e consigam celebrar o mês sagrado”, enfatiza.


Um período de jejum espiritual
Mês mais sagrado do calendário Islâmico, o Ramadã compreende o período em que a palavra Divina, presente no livro sagrado do Alcorão, teria sido revelado ao profeta Maomé. O período, portanto, é considerado de recolhimento pessoal em vivência extrema da própria fé para os muçulmanos. Além do jejum, esse testemunho da fé (Shahada), as cinco orações diárias, chamada de Salah e feitas voltadas à cidade sagrada de Meca, localizada na Arábia Saudita; bem como a doação de parte dos bens materiais às pessoas necessitadas, citadas por Jehani e denominada Zakat, e a peregrinação até Meca, ao menos uma vez na vida do muçulmano, para os rituais do Hajj constituem a base da fé e orientação de conduta para a vida dos fiéis ao Islamismo.
Os festejos pela passagem da data sacra termina no domingo (09) quando a comunidade muçulmana passo-fundense se reunirá em um almoço voltado à confraternização.

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