Calor em pleno inverno deve esfriar vendas no varejo

No período, crescimento nos segmentos de vestuário e eletroeletrônicos deverá ser de 5%

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O inverno que iniciou na sexta-feira (21), conforme as previsões meteorológicas, não será de frio extremo. No mês de julho, por exemplo, o observador meteorológico da Embrapa, Ivegdonei Sampaio, explica que as máximas previstas estarão acima da média esperada e mais quentes no mês de agosto. O que deve predominar na estação é a sensação de outono, com tardes relativamente quentes e noites frias.

 

Diante desse cenário, a presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Passo Fundo (CDL), Carina Sobiesiak, explica que a troca de estações sempre traz otimismo para o comércio. Entretanto, se o clima não colaborar, é possível que os segmentos de eletroeletrônicos, vestuário e cama, mesa e banho, sejam negativamente impactados.


- Um pesquisa da Associação Gaúcha para desenvolvimento do Varejo (AGV), cita que as vendas no varejo crescem até 85% com a chegada do frio, sendo os calçados e os casacos as peças mais buscadas pelos clientes. Sem falar dos aquecedores, ar condicionado e cobertores. Com um inverno menos rigoroso, possivelmente o ânimo dos consumidores tende a diminuir. E o que temos presenciado, até agora, são temperaturas mais elevadas. Então, tudo dependerá de como o clima irá se comportar nos próximos meses - avalia.


Nesse contexto, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), avalia que um eventual incremento das vendas, especialmente de artigos como roupas, calçados, aquecedores e aparelhos de ar condicionado, dependerá muito da presença de uma quantidade maior de dias com temperaturas baixas.


- Em razão da influência dos fenômenos como La Niña e El Niño, o desempenho do varejo gaúcho na estação ficou dependente da maior ou menor intensidade dos dias frios. Nos últimos anos o Rio Grande do Sul deixou de contar com temporadas longas de baixas temperaturas, o que causa queda nas vendas. A forte recessão e o pouco frio, fez com que os lojistas reduzissem seus estoques para diminuir o risco de prejuízo financeiro – enfatiza Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL-RS.


Projeção
Mesmo que a promessa da meteorologia não seja de um frio intenso em 2019, ainda assim quando as temperaturas forem baixas, as vendas de itens tradicionais no período, deve crescer em torno de 5% na comparação com o mesmo período do último ano.


Conforme destaca a FCDL-RS, é importante lembrar que as trocas de estações sempre foram um desafio para as empresas. Para evitar que as oscilações de temperatura afetem as vendas, o ideal é fazer um bom gerenciamento do estoque, inserindo produtos de meia estação.

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