OPINIÃO

Moro parece calmo

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O ministro Sérgio Moro demonstra suficiente serenidade diante das veiculações na mídia eletrônica sobre eventuais incidentes que o teriam levado a abdicar da equidistância no processo acusatório contra o ex-presidente Lula. Não reconhece os diálogos ditos espúrios pelos denunciadores e alega insignificância como prova anulatória dos atos por ele presididos, nas conversas com Deltan Dallagnol. As gravações que são liberadas, embora não se apresentem como prova técnica regular, instalaram o rumor. O sistema de alto-falantes dos inconformados elevou o voluma inclusive com recurso em favor de Lula no Judiciário, reiterando sua soltura da cadeia.

 

A montanha pariu
Em memoráveis episódios recentes dos conflitos internacionais a expressão de Horácio foi usada como constatação de que uma terrível dissidência política acabou sem resultado algum. A luta sangrenta dos Apartheid da África do Sul, que durou 46 anos, mobilizou os foro de discussão da ONU. Decepcionados com o resultado em uma sessão agendada pera decidir sobre a igualdade de direitos dos negros perseguidos em seu país, os mártires da campanha libertária dos negros, Oliver Tambo e Steve Biko lamentaram, como Horácio: “pariunt montes et nascetur ridiculus mus” (pariram os montes e nasce um ridículo rato). A mesma citação foi repetida por Sérgio Moro, ex-juiz federal, que se mostrava preocupado e cobrado no início do terremoto, mas agora parece mais tranquilo. Responde que são apenas elucubrações que não comprovam comprometimento nos julgamentos de Lula. Mas a agitação foi de enorme repercussão.

 

Criança na fronteira
A imprensa internacional denuncia o drama de crianças detidas que eram acompanhadas por imigrantes ilegais. A concentração em postos fronteiriços dos Estados Unidos registra casos de desatenção, falta de assistência médica e maus tratos. Começa a ficar semelhante à prisão de Guantánamo.

 

Preço do gás
Em meio a tanta bizarrice governamental, finalmente surge projeto visando eficiência socializante na economia. O ministro Paulo Guedes oferece a primeira projeção ao estabelecer dinâmica de consumo para a redução no preço do gás, hoje monopólio da Petrobras. Embora a necessidades de etapas de mudanças nas concessões de distribuição do gás, há indicativo de redução do preço do produto. Num país de milhões de desempregados e custo básico da sobrevivência familiar merece urgente atenção.

 

Repristinação
O termo significa restabelecer a vigência ou significado de determinada regulamentação, ou forma primitiva de entendimento. Isso é o que vem fazendo o presidente Bolsonaro, em relação aos projetos de desarmamento. Neste “decreta e revoga” sobre as alterações expedidas, o presidente resolveu considerar o alerta do Senado, além da expectativa de apreciação sobre itens como importação de armas de maior potência, e extensão do porte a várias categorias de cidadãos. Lideranças mais ponderadas entendem que a segurança ou direito de defesa pessoal e patrimonial não depende tanto do uso de arma pelo cidadão comum. Não é tão simples assim. É preciso mais calma para maior eficiência na segurança das pessoas.

 

Alunos e escola
Temos visto aqui no jorna ON a constante vigilância jornalística a respeito das condições das escolas públicas. Este trabalho, que deve ser preocupação de toda a comunidade, pode ser a nova pedagogia de nosso desenvolvimento. O aluno deve ser instigado a ser o primeiro fiscal a exigir a concentração no aprendizado. O professor, que não precisaria ser herói, deverá cultivar a consciência com alguma parcela de sacerdócio. Não adianta ficarmos gritando por mais recursos financeiros para educação. Temos que exaltar essa missão de todos e acreditarmos nela. Família, professor e aluno são instados a abraçar o conhecimento como instrumento inadiável de desenvolvimento social e econômico. É a única forma de conquista por justiça social.

 

Vozes dos corais
Tivemos a satisfação de participar do IV Encontro de Corais de Marau, no último dia 15. Foram dezenove representações no Centro Cultural de Marau. Foi encontro esplêndido. É preciso falar da importância da arte, especialmente musical, para ativar sanidade coletiva.

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