OPINIÃO

fatos 05.07.2019

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Etapa da comissão especial

A comissão especial da reforma da Previdência aprovou o texto básico elaborado pelo relator, deputado Samuel Moreira. O parecer, apresentado durante a madrugada, mantém as diretrizes da proposta original do governo Jair Bolsonaro. Foram votos 36 favoráveis e 13 contrários. A comissão rejeitou, por 31 votos a 17, a criação de regras especiais para profissionais que exercem atividades ligadas à segurança pública, entre eles policiais federais, policiais rodoviários federais, servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), policiais legislativos, policiais civis, PMs e bombeiros, agentes de trânsito, agentes penitenciários, agentes socioeducativos, oficiais de justiça e guardas municipais. Nesse item o próprio presidente Jair Bolsonaro tentou modificar o texto original do governo, o que, segundo analistas, seria uma forma de desidratar a reforma.  Até o fechamento da coluna, a sessão da comissão especial não havia encerrado e mais destaques de parlamentares estavam por ser votados.

Agenda intensa
O vereador Patric Cavalcanti, DEM, está com a agenda cheia em Brasília, na próxima semana. Vai acompanhar lideranças empresariais locais em audiências com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, também no ministério da Saúde e com parlamentares. A direção do Hospital de Clínicas, por exemplo, vai buscar recursos, na ordem de R$ 4 milhões, para um novo aparelho de ressonância. A Acisa, CDL e Sindicato Rural querem fazer um convite a Onyx para vir a Passo Fundo falar aos empresários. O papel que Patric está fazendo, na verdade, caberia a um deputado federal. A vantagem que as lideranças locais tem neste momento é a proximidade do vereador com o ministro chefe da Casa Civil. Se não houvesse isso e sem representante federal, ficaria ainda mais difícil de encaminhar as demandas locais.

Spoiler de campanha
Também quem anda circulando muito por Brasília, por conta da função política e das intenções futuras, é Lucas Cidade, chefe de gabinete do deputado estadual Mateus Wesp, PSDB. Passou a quinta-feira com o senador Luiz Carlos Heinze, PP, e já deu um spoiler: “Passo Fundo cidade da gente!”. Seria um slogan de campanha? E o PP sinaliza parceria com PSDB em 2020. É bem provável que, ao invés de ter candidato próprio, integre ou apóie outra chapa. Pré-candidato de Rodinei Candeia parece ter esfriado. Típico do inverno passo-fundense.

Comando
PSD bate a cabeça. Vereador Roberto Gabriel Toson saiu da base e Tadeu Karczeski e outros cargos de confiança da administração permanecem no governo. No meio do caminho, o professor José Carlos Carles de Souza, que poderá vir a assumir o comando do partido no município.

Por que impedir?
O PSL não gostou da ideia de o Congresso realizar uma CPI para apurar as Fake News nas eleições do ano passado. O vice-líder do partido, deputado Filipe Barros, entra com mandado de segurança no STF para impedir a CPI. Quem não deve não teme! Lembram do ditado.

Por que não abrir?
O mesmo ditado serve para o ministro da Justiça Sérgio Moro e todos os procuradores da República evolvidos na revelação das conversas nada republicanas. Se é mentira, se foram manipuladas as conversas, então entreguem os celulares, abram o sigilo telefônico e acabem com isso. O Brasil tem muito mais o que fazer, a começar por retomar a produção, gerar emprego e voltar a crescer. 

 

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