Desfiles cívico-militares marcam celebração do 7 de setembro

Mesmo sob chuva, centenas de pessoas acompanharam as marchas militares

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Estudantes do Colégio Militar Tiradentes desfilaram ao lado dos Batalhões de Polícia e Exército BrasileiroEstudantes do Colégio Militar Tiradentes desfilaram ao lado dos Batalhões de Polícia e Exército Brasileiro
Estudantes do Colégio Militar Tiradentes desfilaram ao lado dos Batalhões de Polícia e Exército Brasileiro
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A chuva que caía, no início da manhã deste sábado (7), não impediu centenas de pessoas a se reunirem no largo da Estação Férrea da Gare para assistir as tradicionais marchas cívico-militares em celebração aos 197 anos da promulgação do decreto que tornou o Brasil independente de Portugal. 
Nas bandeiras hasteadas e no caminhar firme,  vinte e duas entidades cruzaram as Avenidas General Osório e Sete de Setembro, em Passo Fundo, sob o olhar atento dos munícipes. Estudantes do Colégio Militar Tiradentes marcharam na companhia dos batalhões e pelotões da Brigada Militar, das Polícias Civil, Federal e Rodoviária, e do Exército Brasileiro.
Entre os personagens históricos que a data rememora, o veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Delsi Branca da Luz, se tornou o foco de história viva dos desfiles temáticos. Aos 94 anos, o tenente reformado, que foi um dos pracinhas brasileiros enviados aos combates em cidades italianas no último ano da Segunda Guerra Mundial, em 1945, desfilou entre as tropas passo-fundenses. 
Além das marchas e palavras de ordem, cartazes pela conservação da Amazônia foram erguidos por membros do sindicato rural. “O planeta não sobrevive sem a preservação da Amazônia”, dizia a faixa.
A Independência veio pelas mãos de uma mulher 
Ainda que a Independência do Brasil tenha sido declarada pelo monarca, D. Pedro I, no levantar de espada às margens do rio Ipiranga em São Paulo, no ano de 1822, o decreto de Independência foi assinado pela então Princesa Regente Interina do Brasil, D. Maria Leopoldina. 
Os anais historiográficos dão conta de que “havia temores de que uma guerra civil separasse a Província de São Paulo do resto do Brasil”. D. Pedro partiu para tentar resolver esses conflitos,  nombrando, assim, Leopoldina como chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil. D. Pedro. Ela, no entanto, não teve tempo de esperar pelo marido, após receber notícias de Portugal, e precisou tomar a decisão de assinatura do decreto, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva.
 
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