OPINIÃO

Fatos 12.10.2019

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Guerra comercial

Os reflexos da guerra comercial entre Estados Unidos e China são inevitáveis para o Brasil, que, em 2018, experimentou um crescimento de 35% nas exportações para China, na comparação com 2017. Os impactos do confronto atingem produtos como soja, minério de ferro e petróleo, uma vez que os chineses são os principais parceiros comerciais do país na exportação desses produtos. “Somos o segundo produtor mundial de soja, atrás apenas dos EUA. Esta guerra comercial pode, pontualmente, ser benéfica para nós, uma vez que a China suspendendo ou sobretaxando as importações do grão americano, inevitavelmente tenderá a comprar mais o grão brasileiro para suprir sua demanda interna”, analisa a diretora de Agronegócio da Acisa de Passo Fundo, Fabiana Venzon. Entretanto, adverte, se a economia chinesa continuar a desacelerar, sua demanda por petróleo e minério de ferro tende a diminuir, o que será prejudicial às exportações brasileiras e à balança comercial. “As consequências da guerra comercial podem afetar o mundo, uma vez que chegando ao ponto de desvalorização artificial da própria moeda, como fez a China, poderá levar a uma recessão mundial, fazendo com que os fundos de investimentos diminuam sua atuação por insegurança, especialmente nas economias emergentes como é o caso do Brasil. Com menos investimentos, teremos menos geração de empregos e menor consumo”, pondera.

 Gestão eficiente

De acordo com a empresária, não há como se preparar para as consequências da atual situação. “A soja é uma comodity, negociada na bolsa de Chicago e sua cotação é em dólar, ou seja, são fatores incontroláveis e imprevisíveis, sensíveis às mudanças de humor dos principais players do mercado”, explica, ao salientar a necessidade e uma gestão eficiente por parte dos produtores locais. “A única forma de nos protegermos minimamente como produtores  é através de uma gestão eficiente de custos e de fluxo de caixa, para que possamos aproveitar oportunidades pontuais de mercado que possam ocorrer”, aconselha.

Eleição na pauta

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, foi recebido na quinta-feira (10), no Palácio Piratini, pelo governador Eduardo Leite e pelo presidente do PSDB no Rio Grande do Sul, Mateus Wesp. Além do Congresso Nacional do partido, que ocorrerá em dezembro, em Brasília, a conversa foi pautada pela questão das Eleições 2020 no Brasil. Araújo reforçou a orientação e a determinação da Executiva nacional do PSDB para que, em cidades com mais de 100 mil habitantes, o partido tenha como prioridade a eleição majoritária.

Presidência

O PSDB gaúcho também almeja fortalecer o nome de Eduardo Leite como futuro candidato tucano à presidente da República. Terá de enfrentar o já candidato posicionado dentro do partido, governador de São Paulo, João Dória. Mesmo ainda distante do pleito de 2022, o PSDB no Estado já definiu como meta, dobrar o número de deputados federais - atualmente são dois.

Boa hora

Os prefeitos respiraram aliviados esta semana depois que a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que estabelece os critérios de repartição da cessão onerosa, – estimados em R$ 10,9 bilhões para os Municípios, resultado do excedente do pré-sal da bacia de Santos. A venda será em novembro e os municípios e estados deverão receber os recursos entre o fim de 2019 e 2010. O dinheiro vem em boa hora mas só pode ser usado pelos em três frentes: investimento, pagamento de dívida previdenciária ou criação de reserva financeira também para custos previdenciários. O projeto ainda depende de votação no Senado.

Encontro regional

O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, poderá estar em Passo Fundo no próximo dia 15. Ele é convidado a participar de evento regional do DEM com pré-candidatos a vereador. Outros membros da executiva estadual já confirmaram presença.

Emenda

O vereador Patric Cavalcanti, DEM, viabilizou junto ao deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, uma emenda ao orçamento do Estado no valor de R$ 50 mil que será destinada à Brigada Militar de Passo Fundo.  

Convocaram e não foram

Vereadores que convocaram o Executivo e a Codepas a dar explicações sobre as dificuldades financeiras da empresa não comparecem à reunião. Cinco dos seis vereadores que assinaram um pedido de CPI da Codepas, que acabou arquivado por estar completamente fora dos padrões regimentais e constar dados inverídicos da empresa, Luiz Miguel Scheis e Márcio Patussi, PDT, Renato Tiecher, PSL, Rufa Soldá, PP, e Gleison Consalter, PSB, não participaram da reunião de sexta-feira à tarde para ouvir o jurídico Marrone Franco, o procurador geral do município, Adolfo Freitas e o secretário de Serviços Gerais Cristiam Thans. Os integrantes do Executivo foram convocados a dar explicações ao Legislativo e os autores da convocação, de vídeos na Internet e discursos inflamados na tribuna da Câmara não apareceram. Apenas Eloi Costa, MDB, que é da base e assinou a CPI, participou, ao lado de outros vereadores da bancada do governo.

 

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