OPINIÃO

Fatos 25.10.2019

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· 3 min de leitura
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Fechando no azul

De toda a crise a gente sempre tira uma ou várias lições. Foi o que fizeram muitos prefeitos gaúchos. Aprenderam que de um limão pode se fazer uma bela limonada. Aperta aqui, ajusta ali e pode ate sobrar dinheiro para investimento. A prefeitura de Carazinho, por exemplo, vai encerrar o ano, com R$ 10 milhões em caixa e contas no azul. O prefeito Milton Schmitz não só fez o dever de casa nestes três anos de mandato, como utilizou toda a sua experiência como gestor da iniciativa privada para colocar as contas em dia do Poder Público Municipal. Schmitz, que é um estreante na política, tomou uma série de medidas para que isso acontecesse. Uma delas ainda surtirá resultado futuro. A prefeitura vai substituir as atuais lâmpadas da iluminação pública por uma tecnologia mais eficiente como o led. Nos próximos 120 dias o município vai instalar 9,5 mil lâmpadas em toda a cidade. Hoje a conta que a prefeitura paga à Eletrocar é de R$ 220 mil por mês. Com as lâmpadas mais econômicas, a conta será de R$ 80 mil. Em cinco anos, só com essa economia, o investimento feito para a aquisição das lâmpadas estará pago.

Homenagem

O advogado Irineu Gehlen será homenageado pela Câmara de Vereadores com o título de Vereador Emérito. A solenidade será no Plenário na próxima quarta-feira, 30 de outubro, às 19h.

Conta salgada

Sobre cartões corporativos da Presidência da República, leitor da coluna recorta uma matéria da Folha de São Paulo para mostrar que os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff foram tão gastões ou mais do que o atual presidente Jair Bolsonaro. Para se ter uma ideia dos números, de acordo com a Folha, a fatura dos cartões corporativos da Presidência subiu 46,3% enquanto Dilma comandou o País, em relação aos governos Lula. “A média anual de gastos passou de R$ 12,7 milhões, entre 2003 e 2010, para R$ 18 milhões de 2011 até maio de 2016, quando o impeachment de Dilma foi aprovado no Senado. No total, Lula gastou R$ 102,3 milhões em 8 anos, contra R$ 95,9 milhões de Dilma em 5 anos e 5 meses”. Ainda conforme levantamento do jornalista Claudio Humberto, que é colunista da Folha, no primeiro ano de mandato, em 2003, Lula gastou R$ 8,3 milhões em compras com cartões corporativos da Presidência. Em 2010, último ano do mandato, Lula gastou R$19 milhões. Só foi superado em 2014, por Dilma: R$21,2 milhões. Dispensa dizer que é condenável sob todos os aspectos, independentemente do presidente ou partido que for.

Fez o mesmo

O presidente Jair Bolsonaro é cobrado pelos gastos que faz com cartões corporativos porque, em 2008, quando era deputado pelo PP, fez um estardalhaço por conta dos gastos do ex-presidente Lula e pediu para que as faturas fossem abertas. Hoje na condição de presidente ele faz exatamente o que sempre criticou: gasta da mesma forma e não revela onde. Eis a incoerência. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” é o que tem balizado a conduta presidencial.

China ‘capitalista’

Entre agradar eleitores da ala da extrema-direita e direita do país, Bolsonaro optou por mudar o discurso e se aproximar dos negócios. A China é o mais importante parceiro comercial do Brasil com US$ 72,8 bilhões de transações em 2019. Na campanha, Bolsonaro chegou a dizer que “a China não estava comprando no Brasil, mas comprando o Brasil”. Agora diz que a China é um país Capitalista (SQN), apesar de ser o mais comunista de todos, abre as fronteiras para os chineses sem exigência de visto e apresenta empresas brasileiras que podem ser compradas por eles.

@startupdareal

 “A distorção é tão bizarra que dizem o Brasil era socialista na era PT, mas chamam a China, declaradamente comunista e com um modelo de economia interna totalmente baseada no Estado, de capitalista”.

Expediente

Na próxima segunda-feira, embora seja ponto facultativo em função do Dia do Servidor Público, o prefeito Luciano Azevedo e o gabinete farão expediente normal.

Tabuleiro

Vindo de um partido que será oposição na campanha de 2020: “O prefeito Luciano tem tudo para fazer o seu sucessor. Vem entregando obras e mais obras e até o próximo ano a Avenida Brasil terá sido revitalizada. Só tem um detalhe: falta o candidato”. E essa indefinição só cria ansiedade nos adversários.

Licitação

Com a suspensão dos prazos do Judiciário por conta da greve dos servidores, processos importantes da esfera municipal ficam parados. É o caso da licitação do transporte público de Passo Fundo.

 

 

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