Professores estaduais aderem à greve de maneira parcial

Em Passo Fundo,o 7° Núcleo do Cpers/Sindicato estima adesão de cerca de dez escolas no primeiro dia de paralisação

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Uma das maiores escolas de Passo Fundo, a EENAV decidiu pela greveUma das maiores escolas de Passo Fundo, a EENAV decidiu pela greve
Uma das maiores escolas de Passo Fundo, a EENAV decidiu pela greve
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Professores de parte da rede estadual deram início à paralisação das atividades, por tempo indeterminado, na manhã dessa segunda-feira (18). Em Passo Fundo, de acordo com o diretor do 7° Núcleo do Cpers/Sindicato, Guido Lucero, pelo menos dez escolas aderiram de maneira integral à greve no primeiro dia de movimento. A expectativa da entidade é de que este número cresça nos próximos dias. “Há também muitas escolas que, por mais que não estejam fechadas, têm metade do corpo docente paralisado. Outras, estão tendo aula somente até o intervalo. Essa greve promete ser a mais forte dos últimos tempos, mas teremos um levantamento mais preciso somente nos próximos dias”, adianta o diretor.


O 7° Núcleo do Cpers atende 33 municípios da região, entre eles Passo Fundo, onde estão localizadas cerca de 40 escolas. Destas, a entidade confirmou adesão total à greve por parte do: Protásio Alves, Arco Verde, EENAV, Jerônimo Coelho, Gervásio Annes, Daniel Dipp e Tiradentes. Professores de outros educandários devem se reunir na manhã desta terça-feira para decidir o rumo das atividades nos próximos dias. Em resposta à reportagem do ON, a 7ª Coordenadoria de Educação (7ª CRE) informou apenas que ainda está realizando um levantamento acerca do número exato de escolas que aderiram à paralisação. Por ora, a orientação é para que os alunos compareçam às escolas ou fiquem de olho nas redes sociais dos educandários a fim de obter informações acerca da manutenção ou suspensão das aulas em cada um deles.


Reforma RS

A greve foi decidida durante assembleia geral, ainda na última quinta-feira (14), em Porto Alegre. Os educadores protestam contra o Reforma RS, projeto apresentado pelo governador Eduardo Leite na última semana e que prevê, entre o conjunto de propostas, uma reestruturação de carreira do magistério gaúcho e de servidores de outros setores, como os da Segurança Pública.Enquanto o governador alega que as medidas visam o equilíbrio das finanças e o enfrentamento da crise fiscal, o Sindicato, por outro lado, afirma que as mudanças causam impactos negativos para a categoria, como o término do plano de carreira do magistério, aumento de contribuição para aposentadoria, fim de vantagens temporais e de incorporação de gratificações para a aposentadoria, sem reajuste por tempo indeterminado, entre outros.


Conforme Lucero, a reforma proposta apresenta mais de 170 pontos que agravariam a situação do parcelamento e defasagem dos salários e retirariam direitos dos servidores públicos. “Sabemos que a greve acontece em um momento de ano letivo complicado e que pode atrapalhar o calendário de férias das famílias. Nós também temos nossos calendários. Mas é uma greve necessária, senão, estaremos perdendo dinheiro do nosso salário, que já está congelado há cinco anos”, defende.


Calendário escolar


Na Escola Mário Quintana, onde, neste ano, os estudantes ficaram sem aula durante quase três meses devido à interdição dos prédios do educandário, a direção optou por não aderir à greve. A justificativa é de que a paralisação atrasaria ainda mais o calendário escolar. Na Lucille Fragoso de Albuquerque, que também precisou suspender as aulas por problemas na rede elétrica, a direção deve anunciar uma decisão na manhã de hoje. A expectativa é de que haja adesão parcial.



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