Obras no aeroporto devem gerar 300 empregos no município

De acordo com o governador Eduardo Leite, reforma do espaço deve resultar na criação de aproximadamente 100 postos de trabalho diretos e 200 indiretos

Por
· 2 min de leitura
(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)
(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)
Você prefere ouvir essa matéria?

A reforma do aeroporto Lauro Kortz deve impulsionar a geração de empregos em Passo Fundo. De acordo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a expectativa é de que as obras gerem cerca de 100 empregos diretos e 200 indiretos no município. A declaração foi feita na última sexta-feira (6), durante a cerimônia para ordem de início das obras no espaço, que contou com a presença do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, do prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo, e outras autoridades estaduais.

Os investimentos anunciados totalizam R$ 45 milhões, sendo R$ 43,7 milhões do Fundo Nacional de Aviação Civil e R$ 1,3 milhão de contrapartida do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. O consórcio Traçado-Engelétrica, responsável pelo projeto e pela execução da obra, tem 12 meses, a partir da ordem de início, para encerrar os trabalhos. Oito meses serão destinados às obras de pavimentação, drenagem e sinalização. Os outros quatro, à reforma da pista de pouso e decolagens, que resultará no fechamento total do Lauro Kortz durante 120 dias a partir de 11 de janeiro de 2021. O governo do Estado ainda estuda a possibilidade de transferir os voos que seriam realizados no aeroporto de Passo Fundo, durante esse período, para o aeroporto de Santo Ângelo.

Além da reconstrução da pista, as melhorias no aeroporto incluem também a implantação de faixas de pista e áreas de segurança nas cabeceiras, sistema de drenagem, pátio de aeronaves, novo terminal de passageiros e edificações acessórias com mais de 2 mil metros quadrados. Ainda constam no projeto a construção de estacionamento de veículos e via de acesso, novo sistema de balizamento luminoso e equipamentos e auxílios à navegação aérea, que permitirão a operação por instrumento (IFR). Embora houvesse a expectativa de que o pacote de reformas pudesse promover o alargamento da pista – que, hoje, é considerada estreita –, o engenheiro responsável pela obra, Juliano Locatelli, esclareceu que essa etapa não está prevista no projeto.

A estimativa é de que o terminal atenda cerca de 300 mil passageiros por ano até 2030, com possibilidade de operação de aeronaves de grande porte. A capacidade mensal varia entre 25 mil e 30 mil passageiros. Conforme Leite, a obra também sinaliza a esperança de aumento nos fluxos aéreos do município, com a operação de novas rotas, que se enquadrariam no Programa de Aviação Regional do Governo do Estado. Para o prefeito Luciano Azevedo, a reforma do aeroporto é “a obra que pode transformar a economia da região, trazendo mais desenvolvimento e emprego”, prospectou.


Espaço poderá ser concedido à iniciativa privada

Durante a solenidade, Eduardo Leite revelou que o governo está estudando a possibilidade de conceder, em um futuro próximo, a administração do aeroporto Lauro Kortz à iniciativa privada. De acordo com ele, a Secretaria Extraordinária de Parcerias do Governo do Estado já concluiu a estrutura de um edital de Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) e poderá lançá-lo ainda neste mês. Caso o setor privado manifeste interesse na concessão do espaço, novos projetos para administração de aeroportos no interior gaúcho, em regime de parceria público-privada, devem ser desenvolvidos.

A possibilidade de concessão envolve também os aeroportos de Santo Ângelo, Torres e Rio Grande. “A ideia é trabalhar em uma lógica de que o aeroporto possa ter uma operação com um parceiro da iniciativa privada, justamente para que o espaço tenha melhores condições de manutenção, de operação e até de investimentos futuros”, declarou o governador. Além de reduzir os custos de manutenção do espaço, que hoje são arcados pelo Governo do Estado, Leite também acredita que a parceria público-privada tem maior capacidade para promover a manutenção do aeroporto de maneira adequada ao fluxo de movimento que o espaço passará a ter após a conclusão das obras. “Entendemos que o setor privado tem mais agilidade e capacidade de financiamento para viabilizar melhorias fundamentais em infraestrutura, principalmente em nossos aeroportos”.



Gostou? Compartilhe