Corsan inicia transposição do Lago da Pedreira para manutenção dos níveis do Arroio Miranda

Procedimento acontece desde novembro no Rio Jacuí para a Barragem da Fazenda da Brigada; Corsan ainda não prevê racionamento de água

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Procedimento busca recuperar níveis da Barragem do Arroio Miranda que está 1,20 m abaixo do adequado. (Foto: Gerson Lopes/ON)Procedimento busca recuperar níveis da Barragem do Arroio Miranda que está 1,20 m abaixo do adequado. (Foto: Gerson Lopes/ON)
Procedimento busca recuperar níveis da Barragem do Arroio Miranda que está 1,20 m abaixo do adequado. (Foto: Gerson Lopes/ON)
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A Corsan colocou em funcionamento no final do mês de janeiro a transposição do Lago da Pedreira para a Barragem do Arroio Miranda. O procedimento, que já vinha sendo feito no Rio Jacuí para a Barragem da Fazenda da Brigada, busca recuperar o nível de água do reservatório, para mantê-lo estável e ser possível de abastecer a população de maneira adequada. Como explicou o superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, as chuvas da última semana não alteraram o cenário crítico de baixa dos níveis dos reservatórios, o que mantém o alerta para os próximos meses que ainda devem estar sob influência do fenômeno La Niña.

 

Alternativas para a manutenção dos níveis

Desde novembro com a transposição do Rio Jacuí para a Barragem da Fazenda da Brigada ativa, no último dia 22 de janeiro foi iniciada a transposição do Lago da Pedreira para a Barragem do Arroio Miranda, que se encontrava 1,20 m abaixo do nível máximo até a tarde de ontem (01). Em duas semanas, o reservatório teve uma queda de 40 cm, enquanto o da Fazenda da Brigada caiu 50 cm, chegando a 1,80 m abaixo do seu nível máximo.

O trabalho de transposição consiste na retirada da água do lago e a colocação no Arroio Miranda, já que o rio que abastece a barragem passa ao lado. Nesse sentido, Aldomir Santi explica que “iremos pegar uma bomba e bombear do lago para o Arroio Miranda e assim a água vai seguir por gravidade até a barragem”. O processo, que é contínuo e funciona 24h por dia, será mantido em ambos rios até que as precipitações voltem de maneira regular e seja vista a necessidade, uma vez que, no momento, essas são as únicas fontes de água disponíveis para abastecer os reservatórios.


Chuvas são insuficientes para alteração do cenário

O fim da onda de calor que o Rio Grande do Sul enfrentou nas últimas duas semanas, seguida por chuvas esparsas que contabilizaram 10mm no município, não foram suficientes para alterar o cenário de escassez hídrica. “Elas não ajudaram em nada para recuperar os níveis da barragem, mas amenizou o calor e o consumo de água diminuiu um pouco”, apontou o superintendente regional da Corsan, acrescentando que o La Ninã, que vem trazendo as consequências de sua ação sobre o estado desde o ano passado, tem a previsão de continuar ativo até os meses de setembro e outubro. Isso intensifica a preocupação pelo longo período de ação a ser enfrentado, somado ao alcance de só 47% da média histórica de chuvas para o mês de janeiro, com 71 mm, e as baixas precipitações esperadas para os próximos dias.


Racionamento de água

Mesmo com esse cenário, a Corsan ainda não vê a necessidade e nem cogita a possibilidade de realizar um racionamento de água, entretanto, como ressaltou Santi, essa é uma análise que deve ser feita diariamente e pode sofrer alterações nos próximos quinze dias. “Hoje, essa é a situação, mas se persistir essa estiagem, não sabemos como vai estar daqui 40 a 60 dias. Então temos que ficar acompanhando”, finalizou.

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