A restauração da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida avança em mais uma etapa. Depois da conclusão da recuperação dos 14 vitrais laterais, a equipe responsável pelo projeto iniciou o trabalho de pintura interna, que deve se estender até o final de novembro. A expectativa é que o templo esteja completamente restaurado até o fim do ano, preservando uma das edificações mais simbólicas e reconhecidas da cidade.
Segundo o pároco da Catedral, padre Ari Antônio dos Reis, a pintura é a sequência natural do processo de restauração iniciado ainda em 2024. “Encerramos a fase dos vitrais, que foi bastante delicada, e agora iniciamos a correção das paredes, a recuperação de áreas afetadas pela infiltração e o novo revestimento com tinta”, explicou. O serviço, segundo o pároco, é realizado por profissionais especializados e tem exigido cuidados técnicos específicos para preservar a integridade artística e histórica do espaço.
Pe. Ari ressalta que as equipes trabalham diariamente no interior da Catedral, e o ritmo segue intenso para que o templo esteja pronto para o período de Natal. “Nossa intenção é entregar o interior completamente restaurado até o fim de novembro, e na sequência iniciamos a restauração da fachada, que é a parte mais delicada”, complementou o padre.
Fachada será a etapa final
Depois da pintura interna, o trabalho se voltará à fachada externa, que exigirá técnicas e materiais específicos para garantir a preservação da estrutura original. “A parte externa é a mais delicada, porque a Catedral tem um revestimento muito particular, feito com uma mistura de cimento e areia. Não é uma parede pintada, mas que requer uma limpeza cuidadosa, sem produtos agressivos. É um processo minucioso e que será conduzido com orientação técnica especializada”, explicou o padre.
A restauração da fachada completará o ciclo iniciado com os vitrais e consolidará o processo de revitalização total do templo. “É uma reforma ampla, mas necessária. A Catedral é um símbolo da fé e da história de Passo Fundo, e nossa responsabilidade é garantir que ela continue firme para as próximas gerações”, afirmou.
Símbolo voltará a marcar o tempo
Enquanto as paredes ganham nova cor e os vitrais recuperam o brilho, outro símbolo importante da Catedral também está prestes a retomar seu funcionamento. O relógio instalado em 1951, trazido da Alemanha, deve voltar a marcar as horas e a acionar as tradicionais badaladas dos sinos até o mês de dezembro. O equipamento foi desligado há cerca de um ano, após um desajuste no mecanismo que controla as batidas.
“O relógio e o sino funcionam juntos. Ele aciona as badaladas a cada 15 minutos, e por segurança desligamos o sistema porque o mecanismo descompensou, e as batidas estavam ocorrendo durante a madrugada, o que causava incômodo aos moradores próximos”, explicou o pároco.
O conserto será realizado por um relojoeiro de Marques de Souza, o mesmo profissional que já havia feito manutenção no equipamento anos atrás. “É uma máquina antiga, toda mecânica, com engrenagens e pesos. O serviço exige muita técnica. Assim que ele concluir um trabalho em Tupanciretã, virá para Passo Fundo, provavelmente em dezembro, para ajustar o mecanismo. Da última vez, o serviço levou dois dias”, relatou.
Segundo o padre, o relógio não está danificado, apenas descompensado. “Ele segue em boas condições, mas precisa desse ajuste fino para sincronizar novamente as batidas com o sino. Queremos que as tradicionais badaladas voltem, mas sempre com respeito à comunidade. O toque do sino continuará encerrando às 22h para evitar qualquer incômodo noturno”, acrescentou.
O relógio e os sinos da Catedral são peças históricas que reforçam a relação entre o templo e a cidade. De longe, o som metálico que marca as horas sempre serviu como referência para o cotidiano dos passo-fundenses. “É parte da memória coletiva da cidade. O relógio da Catedral marca não só o tempo, mas também a presença dela na vida das pessoas”, disse padre Ari.


