O Arroio Santo Antônio, localizado na Rua Osório Teixeira, nas proximidades da Rua Eduardo Kurtz, na Vila Ricci, em Passo Fundo, vem sofrendo um processo acelerado de degradação ambiental. Depósito clandestino de resíduos, danos em áreas de preservação permanente (APP), ocupações irregulares nas margens e assoreamento do leito são alguns dos problemas identificados no local.
Após realizar diligência na área, o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) constatou a presença dos mais variados tipos de materiais descartados irregularmente nas margens, no leito e nos terrenos próximos ao arroio. Entre os resíduos encontrados estão madeiras, pedaços de móveis, tijolos, argamassa, colchões, roupas, papéis, sacolas plásticas, alimentos, baldes, brinquedos, galhos de árvores, telhas plásticas e de amianto, materiais eletroeletrônicos, lonas e materiais automotivos.
Além do descarte irregular, a entidade verificou que, nos terrenos às margens do arroio, também vem ocorrendo ateamento de fogo nos materiais depositados, assim como aterro em distância inadequada, prejudicando diretamente o recurso hídrico.
Entidade protocola relatório
Diante da gravidade dos problemas, o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas protocolou documento com relatório junto ao Ministério Público Estadual e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), solicitando intervenção do Poder Público Municipal para sanar a situação.
O Arroio Santo Antônio é tributário da margem esquerda do Rio Passo Fundo, contribuindo para o consumo humano e para a economia de Passo Fundo. Por isso, segundo o GESP, trata-se de um córrego de grande importância para a cidade e que exige atenção urgente das autoridades competentes.


