Senador nascido em Passo Fundo é reeleito em Sergipe

Com quase 400 mil votos, Alessandro Vieira garantiu mais oito anos no Senado Federal

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O senador recebeu 17,13% dos votos válidos e conquistou a segunda vaga destinada a Sergipe no Senado - Foto: DivulgaçãoO senador recebeu 17,13% dos votos válidos e conquistou a segunda vaga destinada a Sergipe no Senado - Foto: Divulgação
O senador recebeu 17,13% dos votos válidos e conquistou a segunda vaga destinada a Sergipe no Senado - Foto: Divulgação
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Nascido em Passo Fundo, Alessandro Vieira, conhecido como Delegado Alessandro, foi reeleito senador por Sergipe nas eleições do último domingo (4). Aos 51 anos, o político recebeu 399.775 votos, o equivalente a 17,13% dos votos válidos, e garantiu a segunda vaga destinada ao estado no Senado Federal. Com a vitória, permanecerá no cargo por mais oito anos.

Raízes em Passo Fundo

Alessandro nasceu em Passo Fundo, em 1975. Filho de um advogado que também trabalhava no comércio e de uma professora, hoje com 81 anos, é o irmão do meio de uma família que deixou o interior gaúcho em busca de melhores condições de vida.

Aos oito anos, mudou-se com os pais, avós e tios para Aracaju. Na nova cidade, a família abriu um restaurante, que permaneceu como fonte de sustento por cerca de 20 anos. Foi em Sergipe que Alessandro concluiu os estudos e se formou em Direito pela Universidade Tiradentes.

Casado e pai de três filhos, construiu a carreira profissional na área da segurança pública antes de ingressar na política.

Da polícia à política

Vieira atuou como delegado de polícia em Sergipe por 17 anos e chegou ao comando da força de segurança estadual em 2016. Durante o período, ganhou destaque por conduzir investigações de grande repercussão relacionadas ao combate à corrupção e por defender ações inspiradas na Operação Lava-Jato.

Em 2017, deixou o comando da polícia e foi transferido para uma delegacia no interior do estado. No ano seguinte, decidiu disputar uma vaga no Senado. Pela Rede Solidariedade, apresentou como uma das principais bandeiras a redução das chamadas blindagens contra autoridades investigadas por corrupção e acabou eleito, com mais de 474 mil votos.

Atuação no Senado

Desde que chegou ao Congresso, o senador participou de debates relacionados à segurança pública, ao combate à corrupção e a medidas de enfrentamento à criminalidade. Entre os trabalhos de maior destaque, foi relator da CPI do Crime Organizado e da proposta que tratou do auxílio emergencial durante a pandemia de covid-19.

A trajetória política também incluiu outras disputas eleitorais. No segundo semestre de 2021, chegou a avaliar uma candidatura à Presidência da República, então pelo Cidadania. No ano seguinte, deixou a legenda e se filiou ao PSDB.

Em 2022, concorreu ao governo de Sergipe e terminou a eleição em terceiro lugar, com 10,88% dos votos. Agora, quatro anos depois, retorna ao Senado para um novo período de oito anos, mantendo a ligação política com o estado que o recebeu ainda na infância.

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