O incêndio que ocorreu durante a noite desta quinta-feira (06), no Instituto Penal de Passo Fundo, pode ter sido provocado pelos próprios detentos. Segundo o diretor do albergue, Luis Antônio da Silva Alves, ainda não é possível afirmar que o incêndio foi criminoso, entretanto, há indícios. “Quando eu cheguei ontem – quinta – ouvi dos apenados algumas intimidações”, comenta.
O diretor acredita se tratar de uma represália contra a administração, já que, devido a denúncias que chegaram até o Instituto sobre a comercialização de drogas dentro do alojamento, foram intensificadas as revistas. “Eles me disseram: viu diretor, quer ficar fazendo revista”, relata. Entretanto, Alves diz não se intimidar: “Nós já solicitamos reforço e vamos continuar fazendo este trabalho de combate ao tráfico aqui dentro”, afirma.
São 196 detentos, que ficam alojados no albergue e 95 que usam tornozeleira, somando um total de 291 apenados, no Instituto Penal. No momento em que iniciaram as chamas, havia cerca de 190 presos do local. “Eu tenho um número considerado baixo, de agentes, para atender os homens presos. Por isso, já solicitamos reforços. Acredito que logo seremos atendidos”, salienta.
Na manhã de sexta-feira, a equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP), realizou os levantamentos. Caso comprove-se que o fogo foi provocado propositalmente, todos os alojados devem sofrer com as medidas. “Certamente vão sofrer sanção administrativa e se descobrirmos quem foram os verdadeiros responsáveis, eles também deverão sofrer com os rigores da lei”, completa.
O incêndio
As chamas iniciaram por volta das 21h30 no alojamento três do albergue no Presídio Regional de Passo Fundo. Cerca de 30 apenados estavam no local. As chamas foram controladas rapidamente pelos bombeiros, mas a ação foi estendida, devido a forte fumaça. Ninguém ficou ferido e não há fugitivos.


