A equipe do Serviço de Orientação e Solidariedade à AIDS (SOSA), entregou ontem à tarde, à secretária da administração, Marlise Lamaison, as chaves da sede da entidade, que funcionou durante cinco anos no prédio do antigo quartel do exército. A coordenação da entidade, representada por Marlene Brites, anunciou na última semana o encerramento do trabalho em Passo Fundo, depois de 24 anos de atuação em virtude de diversos motivos: falta de recursos, de estrutura para acolher as demandas das pessoas atendidas como medicação, alimentos, consultas, exames, atendimento social e psicológico.
A vereadora Claudia Furlanetto, que acompanhou o ato de entrega, lamentou a situação. ?"O trabalho do SOSA é inquestionável, mas poucos deram a devida importância à entidade, que cumpria mais que um papel social, fazia as vezes do governo. Crianças deixaram de nascer com o vírus do HIV devido ao cuidado, medicação e orientação às mães. O trabalho perpassa o conhecimento geral da população. Era fundamental. As meninas, que sempre foram voluntárias neste trabalho, continuarão engajadas na luta, mas de uma forma menos assistencial. Este não é seu papel. Agora será o município que terá que dar conta desta demanda. A entidade atendia 42 famílias: 69 crianças, 40 adolescentes, 90 adultos e 10 idosos somando um total de 209 pessoas mensalmente?", disse. Já a presidente da ONG, Marlene Brittes resumiu: ?"Entregamos as chaves e junto 109 crianças que estavam sendo atendidas pelo SOSA e agora são de responsabilidade do município?".


