Carteira assinada: Município fecha setembro com dados positivos no emprego

Saldo foi de 10 vagas no Caged. No acumulado do ano, Passo Fundo já abriu novos postos de trabalho formal

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Passo Fundo tem saldo positivo no mercado de trabalho formalPasso Fundo tem saldo positivo no mercado de trabalho formal
Passo Fundo tem saldo positivo no mercado de trabalho formal
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Com dados positivos na indústria e nos serviços, Passo Fundo fechou o mês de setembro com saldo de 10 vagas no índice de geração de emprego com carteira assinada. Ao total foram 1.981 admissões e 1.971 desligamentos. O número é menor do que o registrado em agosto, quando foram abertos 52 postos de trabalho. Para o mês de setembro foi o pior resultado desde 2014, quando o indicador ficou negativo, em 123 vagas. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.


O setor que mais contratou no período foi o dos serviços, com saldo de 68 vagas. Logo atrás, a indústria da transformação abriu 21 postos com carteira assinada. A agropecuária também teve variação positiva, com 2 vagas. Os dados negativos de setembro foram do comércio, que fechou 50 postos de trabalho e da construção civil, -26.


Acumulado do ano.

No acumulado do ano, o saldo é de 704 postos de trabalho. Até o momento, foram 21.508 contratações e 20.804 demissões no município em 2019. O saldo chegou a ser maior no início do ano, quando Passo Fundo vinha mantendo ritmo de crescimento no emprego. Em março, por exemplo, haviam sido criadas mais de mil vagas de trabalho. Até o terceiro mês, eram contabilizadas mais de 1,7 mil vagas como saldo. Porém, entre abril e julho, o indicador só ficou no negativo. Nestes quatro meses, o déficit foi de mais de mil vagas.

RS abre 1,6 mil vagas

Em todo o Estado, foram criadas 1,6 mil novos postos de trabalho. As principais influências positivas foram do comércio com mais de 1,7 mil vagas, os serviços, com 1,6 mil, a agropecuária, com 618 vagas, e a construção civil, 615. A indústria da transformação, por outro lado, fechou quase 3 mil vagas.


Melhor resultado em seis anos
Em todo o Brasil, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em setembro, o maior nível para o mês em seis anos e o sexto mês seguido de crescimento. Segundo dados do Caged, 157.213 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.


A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 211.068. A criação de empregos totaliza 761.776 de janeiro a setembro, 6% a mais que no mesmo período do ano passado.
Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 64.533 postos, seguido pela indústria de transformação (42.179 postos). Em terceiro lugar, vem o comércio (26.918 postos).


O nível de emprego aumentou na construção civil (18.331 postos); na agropecuária (4.463 postos), no extrativismo mineral (745 postos) e na administração pública (492 postos). O único setor que demitiu mais do que contratou foram os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, com o fechamento de 448 postos.


Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em setembro, por causa da produção da indústria para o natal e do aquecimento do comércio e dos serviços para as festas de fim de ano. Na agropecuária, o início da safra de cana-de-açúcar é a principal responsável pela geração de empregos, principalmente no Nordeste.

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