Município abre mais de 100 vagas de emprego em outubro

No acumulado do ano, o saldo é de 832 postos de emprego em Passo Fundo

Por
· 2 min de leitura
Nível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postosNível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postos
Nível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postos
Você prefere ouvir essa matéria?

Passo Fundo fechou o último mês com 123 novos postos de trabalho com carteira assinada. Ao total, foram 2.391 admissões e 2.268 desligamentos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador ficou menor. Em outubro de 2018, o município abriu 343 vagas. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgadas nesta semana pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Os setores de serviços, comércio e agropecuária foram os destaques. Os serviços abriram 93 novas vagas. Comércio criou 77 novos postos e agropecuária, 30. Por outro lado, a construção civil, com fechamento de 52 postos e a indústria da transformação, que ficou com - 22 vagas, pressionaram negativamente a geração de emprego do período.

No acumulado do ano, o saldo é de 832 postos de trabalho. Até o momento, foram 23.913 contratações e 23.081 demissões no município em 2019. O saldo chegou a ser maior no início do ano, quando Passo Fundo vinha mantendo ritmo de crescimento no emprego. Em março, por exemplo, haviam sido criadas mais de mil vagas de trabalho. Até o terceiro mês, eram contabilizadas mais de 1,7 mil vagas como saldo. Porém, entre abril e julho, o indicador só ficou no negativo. Nestes quatro meses, o déficit foi de mais de mil vagas.
Em setembro, o município havia ficado com saldo positivo de 10 vagas.

70,8 mil novos postos
Beneficiada pelo comércio e pelos serviços, a criação de empregos com carteira assinada registrou, em outubro, o sétimo mês seguido de desempenho positivo. Segundo dados do Caged, 70.852 postos formais de trabalho foram criados no último mês. Esse foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para outubro desde 2016, quando as admissões superaram as dispensas em 76.599. A criação de empregos totaliza 841.589 de janeiro a outubro, 6,45% a mais que no mesmo período do ano passado. A geração de empregos atingiu o maior nível para os dez primeiros meses do ano desde 2014, quando tinham sido abertas 912.287 vagas no acumulado de dez meses.
Na divisão por ramos de atividade, cinco dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em outubro. O campeão foi o comércio, com a abertura de 43.972 postos, seguido pelos serviços, 19.123 postos. Em terceiro lugar, vem a indústria de transformação com a criação de 8.946 postos de trabalho. O nível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postos e na indústria extrativa mineral, 483 postos. No entanto, três setores demitiram mais do que contrataram: agropecuária, com o fechamento de 7.819 postos; serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, 581 postos, e administração pública, 427 postos.
Tradicionalmente, a geração de emprego é mais baixa em outubro. O mês costuma ser marcado pelo reforço no comércio para as contratações de fim de ano. No entanto, a indústria, que reforçou a produção em agosto e em setembro por causa do Natal, desacelera. A agropecuária também dispensa empregados por causa do fim da safra de diversos produtos, como a cana-de-açúcar e café.
No comércio, a criação de empregos foi puxada pelo segmento varejista, com a abertura de 36.732 postos formais. O comércio atacadista gerou a abertura de 7.240 vagas. Nos serviços, os destaques foram venda e administração de imóveis, com 14.040 postos; transportes e comunicações, 4.348 postos, e serviços médicos, odontológicos e veterinários, 3.953 postos.
Na indústria de transformação, a criação de empregos foi impulsionada pela indústria de produtos alimentícios e de bebidas, com 3.344 postos; pela indústria de calçados, 1.890 postos, e pela indústria madeireira e de móveis, com 1.166 postos de trabalho.

Gostou? Compartilhe