Tio Hugo decreta situação de emergência devido à estiagem

A decisão foi tomada em conjunto, a partir de reuniões com entidades

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Assim como Ernestina, o município de Tio Hugo também decretou situação de emergência, em virtude da forte estiagem. A decisão foi tomada em conjunto, a partir de reuniões com entidades, como cooperativas do município, Emater e secretaria municipal de Agricultura. Após um amplo levantamento realizado em todas as localidades, foi constatado que as perdas na agricultura e pecuária são significativas, o que resulta em um prejuízo econômico e social expressivo no município. Além disso, também foi registrada a falta de água para consumo dos animais, bem como uma grande diminuição no nível de poços e reservatórios que abastecem a cidade e as comunidades do interior. Conforme explica o prefeito Gilso Paz, na semana passada foi realizada uma reunião técnica para discutir o decreto que determina a situação de emergência. “Nos reunimos com entidades ligadas ao campo e com a secretaria municipal de Agricultura, para analisarmos os levantamentos de perdas ocasionadas pela falta de chuva no município. Os registros de prejuízos na produção são significativos, desde o milho para silagem e em grão, que teve grande quebra, assim como a soja que está com problemas no seu desenvolvimento e a atividade pecuária, já que as pastagens também sofreram os impactos da estiagem, reduzindo consequentemente a produção leiteira em Tio Hugo”, enfatizou. O líder do Executivo Municipal ressalta que as perdas no setor primário irão refletir diretamente sobre a economia do município, já que a agricultura e a pecuária são o esteio econômico de Tio Hugo. Prejuízos na produção agrícola e pecuária: Muitas famílias de Tio Hugo têm a sua subsistência oriunda da atividade primária, e a falta de chuvas traz um grande impacto econômico e social para toda a comunidade. Os números apresentados em relatórios apontam grandes perdas nas plantações de milho, com quebra de produção que chega a 80% tanto no milho em grão, quanto milho para silagem. Na soja a tendência é que se produza 40% abaixo do previsto, assim como na bacia leiteira que apresenta uma redução de 35%, além do aumento do custeio para o produtor devido aos danos em pastagens e silagem de baixa qualidade.Contabilizam prejuízos também, a produção de gado de corte, avicultura e piscicultura. 
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