Tecnologia e retomada do consumo chinês pautaram o Fórum Nacional da Soja

Em razão da gripe suína africana, boa parte do rebanho teve de ser abatido na China. Consequência foi o consumo de animais silvestres, que deu origem ao coronavírus em humanos

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Perspectivas de mercado e o futuro da produção de alimentos foram os dois grandes temas debatidos no 31º Fórum Nacional da Soja, realizado na manhã de terça-feira (3), no auditório central da Expodireto Cotrijal. O espaço ficou lotado de produtores que acompanharam o evento e interagiram com os palestrantes.
O engenheiro agrônomo e doutor em Economia Aplicada Alexandre Mendonça de Barros ministrou palestra sobre o tema “Perspectivas da Economia Agrícola no Brasil e no Mundo”. Ele fez uma análise do mercado internacional e seu impacto na microeconomia.
Mendonça explicou que o surto de gripe suína africana na China, ano passado, levou o governo chinês a abater boa parte do rebanho suíno do país, uma vez que a doença é difícil de controlar. A consequência foi o aumento no preço da carne para os chineses seguido de desabastecimento, o que provocou o aumento do consumo de animais silvestres, origem do coronavírus em humanos.
Frente a doença, Pequim determinou o fim de aglomerações de pessoas, o que impacta na redução da economia. Todavia, quando o coronavírus estiver sob controle, a China correrá atrás do prejuízo nos próximos meses. “Haverá uma retomada de demanda para reestabelecer o estoque da China”, prevê Mendonça.
O economista ressaltou que, hoje, com o dólar na casa de R$ 4,50, é um bom momento para vender soja pelo câmbio. “Para a soja em dólar, semana passada já começou uma recomposição. Ontem, voltou a subir a soja. É um preço bom, nada exuberante, mas um preço bem razoável”, afirma.

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