Festival, essa é a nossa bandeira!

O XIII Festival Internacional de Passo Fundo já tem data marcada: de 12 a 20 de agosto de 2016 a população está convidada para nove dias de intensas trocas culturais

Por
· 3 min de leitura
 Crédito:  Crédito:
Crédito:
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

Não há como negar, esconder ou negligenciar: Passo Fundo ama o Festival de Folclore. Ama com a euforia de um casal adolescente. Ama com a intensidade de um romance maduro. Ama e espera por cada nova edição. E, no fechar de portas que nem existem, o que fica é a saudade, a lembrança e a ansiedade por um novo encontro. Novo encontro esse que já tem data marcada para acontecer: de 12 a 20 de agosto de 2016 a lona ganhará o Parque da Gare. E quando a lona se instala no Parque da Gare, a população já sabe. É hora de encontrar culturas e identidades diferentes daquelas que vemos pelas ruas da cidade. Ali, encrustada na terra, a lona viaja pelo mundo e busca, em cada parte dele, um pouco de música, cultura e diversidade.

Aprovado em tempo record
Buscando o multicolorido das Américas, a tradição da Europa, a inquietude do Oriente e o aconchego de quem é do lar, o XIII Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo, foi lançado na última segunda-feira, em uma festa que reuniu a Prefeitura Municipal, voluntários e a comunidade. O evento já está sendo preparado por uma equipe de 160 voluntários e tem a promoção da Prefeitura Municipal de Passo Fundo e CIOFF, com a apresentação do Ministério da Cultura e o patrocínio de inúmeras empresas privadas e do Município. E esse ano o projeto foi aprovado em tempo record. “O projeto foi aprovado em tramitação record pela CNIC, Comissão Nacional de Incentivo à Cultura do Minc, em junho de 2015 e já foi publicado no Diário Oficial da União de 03.07.15, com o PRONAC  151624”, inicia Paulo Dutra, presidente do Festival.  Ele acrescenta que já há a conta bancária disponível para a realização dos depósitos dos patrocinadores. “Isso permite a captação de recursos através da Lei Rouanet, com base no artigo 18, abatendo 100% dos recursos aplicados”, complementa.

Arte gaúcha
Se, no ano passado, os cem anos da I Guerra Mundial foram lembrados pelo Festival, 2016 será o ano da arte gaúcha. O biênio de João Simões Lopes Neto será lembrado no palco: 2015 se comemora os 150 anos de seu nascimento e, em 2016, se lembra os cem anos de sua morte; em meio a isso, sua arte é celebrada. “Em suas mãos passam o registro de lendas, músicas, poesias e a história do Rio Grande do Sul. Considerado por estudiosos e críticos como o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, Simões Lopes Neto buscou, em sua produção literária, valorizar a história do gaúcho e suas tradições”, explica Paulo Dutra.

“Dentro dele é pura emoção...”
Enquanto a arte gaúcha ganha voz dentro do Festival, o mundo percorre a lona. E entre flores, bandeiras e vozes, o Festival é capaz de, sempre, quebrar uma rotina de notícias tristes. Roupas neon, dragão, cangaceiros, olhares pintados e mulheres com enormes tranças. Independente de onde venham, o que façam e o que apresentam, o sorriso no rosto de quem assiste ou os encontra a cada fim de apresentação, confirma: o evento nasceu para tirar o povo passo-fundense da rotina e transportá-lo para um momento mágico que já vem sendo preparado há muito tempo. “Estamos preparando com antecedência para que tudo possa ser bem feito. São muitos detalhes que pensamos, repensamos, organizamos, preparamos e executamos antes”, antecipa o presidente.

“Em cada esquina, um país...”

Ainda que faltem pouco mais de 365 dias para que as luzes se apaguem e os tradicionais acordes da música tema do Festival deem início a uma viagem pelo globo, os destinos já estão sendo acertados. “Já estamos em negociações com diversos Grupos de Danças Folclóricas de diversos estados e países”, conta. Bolívia, Guatemala, México, Colômbia, Chile, Moçambique, Rússia, Turquia, Ucrania, Ossétia do Norte. “Ainda temos os estados do Mato Grosso do Sul, Maranhão e outros. Além dos Grupos Gaúchos que participarão”. Na simplicidade de uma viagem que permite não sair do lugar, diferentes países e grupos confirmam presença em um palco que é capaz de ignorar idiomas diferentes e abismos culturais em prol do compartilhamento de experiências e vivências. E Passo Fundo sorri. Sorri porque ama ver a cidade repleta de gente com brilho no olhar, atenta  aos “gestos e cores tão diferentes, iguais na essência da paz”.

Gostou? Compartilhe