No caminho que leva os visitantes ao Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto, cerca de trinta alunos da rede municipal de ensino aproveitaram a tarde ensolarada de quarta-feira (7) para espalhar um pouco de cor pela cidade. Com o pincel na mão e tintas vibrantes à disposição, os estudantes do 3° e 4° ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Helena Salton integravam uma intervenção artística promovida pela Confraria das Artes. A ação faz parte do projeto “Cidade Viva, Arte Urbana”, que nasceu há dois anos pelas mãos de um coletivo de artistas visuais, buscando transformar espaços públicos da cidade em locais de convívio, arte, cultura e lazer.
As pinturas, desenvolvidas pelos estudantes nos ladrilhos da calçada localizada entre o Teatro Municipal Múcio de Castro e o prédio dos museus, tinham um motivo especial. De acordo com a coordenadora da Confraria das Artes, Lindiara Paz, a ideia surgiu como forma de presentar Passo Fundo em sua data de aniversário, celebrada no dia 7 de agosto. “Como já trabalhamos com intervenções artísticas há dois anos, resolvemos aproveitar nossa proximidade com as artes visuais e trazer isso para um espaço que é muito importante para a nossa cidade. Aqui, nós temos o Museu de Artes Visuais, o Museu Histórico Regional, o Teatro Municipal Múcio de Castro, o Instituto Histórico e a Biblioteca Municipal. É onde vive a nossa cultura”.
A intenção, ainda de acordo com Lindiara, é que as portas do complexo se mantenham abertas e acessíveis aos transeuntes independente da data. “Felizmente, o secretário de Cultura tem permitido manter esse espaço aberto, porque antes as portas ficavam sempre fechadas. Esperamos que isso, unido ao fato de agora termos o caminho tão colorido, motive as pessoas a se aproximarem. Nós entendemos que a cor é capaz de transformar um espaço. Ela traz alegria e serve como atrativo para que as pessoas se interessem pelo que está aqui e, consequentemente, se apropriem desses prédios. E o projeto ‘Cidade Viva’ é isso. É para fazer as pessoas perceberem o quanto é importante que elas se envolvam nas transformações urbanas e entendam que a cidade é a casa delas”, explica.
Para facilitar a dinâmica, durante a atividade, as crianças foram separadas por grupos, de acordo com a cor das tintas que desejassem utilizar. Os materiais, assim como o transporte e o lanche das crianças, foram fornecidos pela Secretaria de Cultura, com o apoio das pastas de Educação, Planejamento e Esporte. Orgulhosa pelo envolvimento dos alunos, que não cessavam as conversas animadas enquanto coloriam os ladrilhos, a diretora da escola Helena Salton, professora Desiré de Meira, conta que a maioria delas nunca tinha entrado em contato com tintas permanentes. “Elas só conheciam tinta guache. Quando fomos convidados a participar dessa intervenção, a animação foi instantânea. Elas nos perguntavam ‘professora, é tinta de verdade? Então vai ficar lá por anos, né? Nós faremos parte da história de Passo Fundo!’. E era isso que a gente queria: que elas se sentissem parte da cidade e desse projeto maravilhoso. Outro aspecto positivo foi que elas puderam exercitar a criatividade livremente – não houve nenhuma orientação específica de como elas deveriam pintar”, conta.



