Banco Europeu de Investimento e BRDE apoiam pequenas e médias empresas afetadas pela Covid-19

Novo acordo permitirá prestar apoio às PMEs nos três Estados do Sul

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O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram, na segunda-feira (22), a disponibilização de financiamento dirigido especificamente às pequenas e médias empresas (PMEs) nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná afetadas pela pandemia da Covid-19.

O novo acordo vem alterar um contrato assinado em 2018, no sentido de permitir maior flexibilidade às duas instituições e de ampliar os critérios de elegibilidade do atual empréstimo-quadro BRDE Climate Action FL, no montante de 80 milhões de euros, com o objetivo de apoiar e acelerar a concessão de empréstimos a empresas do setor privado, confrontadas com a crise da Covid-19 na América Latina, especialmente no Brasil.

Esta flexibilidade permitirá acelerar o acesso das PMEs e, em particular, das microempresas nos três Estados, a financiamento no total de 15 milhões de euros. Algo próximo de R$ 100 milhões pela cotação atual, essa liberação inicial será destinada para capital de giro de MPEs, além da possibilidade de crédito para investimento. Trata-se da primeira ação do BEI no Brasil neste ano.

O BEI e o BRDE estabeleceram uma parceria para apoiar diversos projetos de ação climática no Brasil, incluindo nos domínios da energia solar fotovoltaica, das pequenas centrais hidrelétricas e de outras fontes de energia renováveis. No contexto da Covid-19, a parceria foi adaptada para ajudar a dar resposta às necessidades específicas das PME nesta nova situação difícil, ao permitir maior rapidez no desembolso dos empréstimos às empresas.

No âmbito do empréstimo-quadro BRDE Climate Aaction FL, até 30 milhões de euros serão destinados ao financiamento de projetos urbanos, apoiados pelo Felicity – mecanismo de preparação de projetos financiado pela Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI), promovida pela Alemanha. O Felicity presta assistência aos promotores de projetos em áreas urbanas na elaboração de estudos de viabilidade e outras medidas de preparação e capacitação para apresentar ao BRDE.

Para Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI responsável pela América Latina, promover o empreendedorismo é fundamental para o crescimento sustentável. "Congratulamo-nos por anunciar este acordo de alteração celebrado com o BRDE para disponibilizar apoio financeiro adicional às pequenas empresas afetadas pela Covid-19 no Brasil. Este financiamento visa acelerar a absorção de fundos destinados às empresas brasileiras pelo BRDE. Em colaboração com a Equipe Europa, o acordo realça as nossas prioridades na América Latina, ajudando a promover o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, ao fomentar o investimento produtivo”.

Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez Rubio destacou a importância em apoiar as empresas do setor privado, especialmente as PMEs como principais motores da criação de empregos. “No atual contexto pandêmico, é ainda mais importante alinhar esforços para garantir uma recuperação sustentável dos negócios e reduzir ao máximo as consequências socioeconômicas negativas implícitas derivadas de uma desaceleração da atividade econômica. Temos o orgulho de confirmar que apoiamos a criação deste mecanismo desde o início, uma vez que esta ação faz parte do mandato de empréstimo externo do BEI, que inclui uma garantia da UE.”

Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, o acordo com o BEI é resultado de um grande esforço das duas instituições e chega num momento crucial para os micro e pequenos empresários. “O estágio atual da pandemia acabou acentuando as dificuldades que muitas atividades já vêm enfrentando há um ano. Auxiliar nessa travessia significa a sobrevivência de muitas empresas de pequeno porte, mas acima de tudo representa manutenção de empregos e renda, uma melhor perspectiva na hora da retomada”, acrescentou.

O diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, conduziu o encontro on line e fez um breve histórico das tratativas que levaram à parceria com o BEI. Representante da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência alemã de cooperação internacional, Johannes Kissel, também se pronunciou, como responsável pelos programas de energias renováveis e eficiência energética apoiados no Brasil.


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