CUFA retoma oficinas nas escolas municipais

Atividades acontecem em quatro escolas dos bairros Integração e Valinhos

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Alunas aprendem sobre ritmo durante oficina na EMEF Fredolino Chimango (Foto: Bruna Scheifler/ON)Alunas aprendem sobre ritmo durante oficina na EMEF Fredolino Chimango (Foto: Bruna Scheifler/ON)
Alunas aprendem sobre ritmo durante oficina na EMEF Fredolino Chimango (Foto: Bruna Scheifler/ON)
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A Central Única das Favelas (CUFA) de Passo Fundo retomou neste mês as oficinas presenciais, após mais de um ano de suspensão devido à pandemia. Ao todo, são cinco oficinas: danças urbanas, danças gaúchas, português, inglês e percussão. Elas se dividem em quatro escolas dos bairros Integração e Valinhos. As atividades são realizadas por meio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMDICA).

A demanda pelo retorno veio dos alunos que já participavam das oficinas antes da pandemia e dos pais, conforme a entidade. “Eles estavam muito parados em casa, então a gente resolveu retornar. As escolas também retomaram as atividades e estamos seguindo todos os protocolos”, explica a coordenadora da CUFA, Alessandra Carvalho Barcellos. Os protocolos adotados pelas escolas e ensinados aos estudantes também facilitam o retorno.  

Junto da retomada, novas oficinas começaram a ser oferecidas: percussão e de línguas portuguesa e inglesa no bairro Valinhos. “O objetivo é tirar as crianças das ruas e ocupá-las no contraturno escolar. Com a pandemia eles ficaram muito parados e agora têm outras atividades para fazer. Também é para incentivar e procurar novos talentos”, explica Alessandra. As oficinas são oferecidas a toda a comunidade sem custo e as inscrições podem ser feitas nas secretarias das escolas.

Retomada

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Fredolino Chimango é desenvolvida a oficina de Danças Urbanas. “Eu adoro trabalhar com projetos, eles valorizam a vida, dignificam e os alunos têm que ter responsabilidades também. Então ao invés de estarem na rua ou só brincando, eles tem uma atividade extra na escola”, relata a diretora Adriana Kiess Marin. O retorno das aulas e das oficinas ainda é novidade, mas os alunos já estão aderindo ao projeto. 

“Nós estamos retomando depois de um período muito longo em que a gente ficou afastado da escola, mas eles aceitam muito bem. Os grandes não participam tanto, mas com os pequenos vai bombar”, avalia a diretora.

A adolescente Emillyn Maiara de Souza Pinheiro, de 14 anos, é uma das que aderiram à aula de dança. “É meio confuso porque a gente ficou muito tempo parado, sem fazer nada”, conta a estudante do 7º ano. Ainda assim, ela considera a atividade divertida, já que gosta de dançar. “Por enquanto o pessoal está voltando um pouco devagar. Elas estão um pouquinho travadas, mas eu acho que está fazendo bem para elas”, avalia a professora da oficina, Pâmela Erig Vieira. 

Doações

A pandemia fez com que a entidade se dedicasse também para arrecadação e doações de roupas, alimentos, itens de higiene e máscaras. “A procura é muito grande, atualmente no bairro Integração temos cerca de 400 famílias sendo atendidas”, conta Alessandra. A demanda é maior por alimentos e ocorre também no bairro Valinhos, onde grande parte das famílias são atendidas, conforme a CUFA.

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