A espera acaba hoje (11). A partir das 16h, o planeta volta suas atenções para a Copa do Mundo, em uma edição que promete ser a maior de todos os tempos. Afinal, nunca a FIFA realizou um Mundial com 48 seleções — o dobro de 2002, por exemplo. Além disso, esta será apenas a segunda vez em que a Copa terá sede dividida, agora entre três países.
Com esse crescimento, aumentam também o número de jogos, fases e dias de competição. Para se ter ideia, o campeão precisará disputar oito partidas até levantar a taça. Diante desse cenário, apontar favoritos se torna uma tarefa quase impossível.
O apito inicial está marcado para de hoje (11) às 16h, com México x África do Sul, pelo Grupo A, no Estádio da Cidade do México. Uma curiosidade chama atenção: quando sediou a Copa de 2010, a África do Sul estreou justamente contra o México, empatando em 1 a 1.
O Estádio Jalisco, em Guadalajara — palco das finais de 1970 (Brasil campeão) e 1986 (Argentina campeã) — também recebe hoje, às 23h, o duelo entre Coreia do Sul e República Tcheca.
Jogos em 16 cidades
Curiosidades não faltam nesta Copa. Esta será a primeira edição dividida entre três países-sedes: México, Estados Unidos e Canadá.
Com 48 seleções e 104 partidas previstas, a maior parte dos jogos será realizada nos Estados Unidos (78). O México sediará 13 jogos, assim como o Canadá.
Nos Estados Unidos, as partidas acontecerão em 11 cidades: Atlanta, Boston, Dallas, Filadélfia, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, São Francisco e Seattle.
No México, os jogos serão em Guadalajara, Cidade do México e Monterrey. No Canadá, em Toronto e Vancouver.
Em busca da imortalidade
Independentemente da seleção, vencer uma Copa do Mundo muda a história de qualquer jogador. Em 2026, serão 1.248 atletas inscritos.
A simples participação já entra para a história — como no caso do goleiro Ochoa, do México, que disputará seu sexto Mundial, tornando-se um dos jogadores com mais participações na competição.
Ele não está sozinho: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo também chegam ao sexto Mundial de suas carreiras. Enquanto Messi já conquistou o título em 2022, Cristiano Ronaldo ainda busca a taça que falta em sua trajetória. Curiosamente, os dois maiores nomes do futebol nas últimas décadas nunca se enfrentaram em Copas do Mundo.
Mais seleções, mais jogos, mais fases
Ficou para trás o formato com 24 seleções. Em 2026, serão 48 equipes disputando 104 jogos.
Após a fase de grupos, entra em cena a inédita fase de “16 avos de final”, com os 24 classificados em primeiro e segundo lugar de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados entre as 12 chaves. A partir daí, o torneio segue em formato eliminatório: oitavas, quartas, semifinais e final. Com isso, a competição passa a ter 39 dias de duração.
Favoritos?
Quando o assunto é prever o campeão, é inevitável citar Brasil, Alemanha e Argentina. No entanto, França e Espanha, campeãs em 2018 e 2010, também chegam com gerações fortes e competitivas.
A Inglaterra tenta encerrar um jejum que dura desde 1966. Portugal, liderado por Cristiano Ronaldo, busca sua primeira final de Copa do Mundo. A Holanda, três vezes vice-campeã (1974, 1978 e 2010), também sonha em quebrar o tabu.
E as surpresas?
Em Copas do Mundo, surpresas são praticamente regra. Os países-sedes costumam ter campanhas acima da média. Seleções africanas como Marrocos, Costa do Marfim e Gana já surpreenderam em edições anteriores.
Na Europa, casos como a Croácia em 2018 e a Suécia em 1994 mostram que zebras podem ir longe. Na América do Sul, Colômbia (2014) e Uruguai (2010) também já protagonizaram boas campanhas.
A Celeste, inclusive, busca repetir os feitos de 1930 e 1950, quando foi campeã.
Sempre há lugar para mais um
Algumas seleções retornam ao Mundial após longas ausências. Noruega e Escócia estiveram em campo contra o Brasil em 1998. O Egito participou apenas das edições de 1934, 1990 e 2018 — além da atual.
Também há estreantes: Curaçao, Cabo Verde, Jordânia e Uzbequistão entram pela primeira vez na história da Copa do Mundo.
Atenção: mudanças nas regras
A Copa do Mundo de 2026 também traz mudanças importantes nas regras do futebol, que passam a valer globalmente.
Laterais e tiros de meta deverão ser cobrados em até cinco segundos, sob risco de perda da posse de bola. Jogadores substituídos terão até 10 segundos para deixar o campo, sob pena de a equipe ficar com um jogador a menos por um minuto.
O VAR passa a ter mais autonomia, podendo revisar segundos cartões amarelos e decisões de escanteio. Além disso, jogadores atendidos fora de campo deverão permanecer fora por um minuto após o reinício da partida.
Jogos desta quinta-feira
16h – México x África do Sul
23h – Coreia do Sul x República Tcheca



